Cerca de 40, dos 53 prefeitos do Progressistas de Santa Catarina, participaram de um ato de apoio ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), ontem à noite, em Florianópolis. Todos os seis prefeitos do partido, em nossa região, estão fechados com o governador, a exemplo da maioria dos demais prefeitos da legenda do Sul catarinense.
O movimento dos prefeitos progressistas converge com os pensamentos dos deputados estaduais José Milton Scheffer, Pepê Colaço e Altair Silva, que também estão sintonizados com o governador. Todavia, o senador Esperidião Amim, principal líder do partido no Estado, tem buscado construir uma aliança política que uma o PSD, o MDB e a federação União Progressistas em torno de um mesmo projeto majoritária, objetivando dar viabilidade eleitoral ao seu anseio de reeleição.
A grande verdade é que não é de hoje que Amim se tornou uma figura incômoda dentro do Progressistas de Santa Catarina. Em 2022, o então senador Jorginho Mello propôs que a então deputada federal Ângela Amin (PP), esposa de Esperidião, concorresse como sua candidata a vice-governadora, o que daria também viabilidade eleitoral ao projeto de reeleição do então deputado estadual João Amim (PP), filho do casal. Esperidião Amin, no entanto, contra todos os prognósticos, disputou o governo. No final das contas, ele não se elegeu, Ângela deixou de ser vice-governadora, com perspectivas de articular uma candidatura ao governo em 2030, e João Amim não foi reeleito.
Embora eivada de outras nuances, a história está se repetindo neste ano. Tudo tem se encaminhado para um projeto vitorioso do governador, mas Esperidião Amim está preferindo rifar o partido, para tentar viabilizar um desejo pessoal, ao invés de seguir a lógica dos fatos, que seria a de buscar uma aliança com Jorginho Mello para estreitar laços entre o Progressistas e o Governo do Estado, o que traria muitos benefícios, especialmente para os prefeitos da legenda. O histórico do senador, no entanto, aponta para um caminho oposto. Ele irá levar o Progressistas na direção de João Rodrigues, embora saiba que a base do partido votará em Jorginho. Seu objetivo, no entanto, é amealhar votos do PSD e do MDB ao seu projeto. Se irá conseguir, só os escrutínios das urnas dirão.
Finais
Uma nova pesquisa eleitoral realizada pelo instituto AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, e divulgada ontem no final do dia, revela um cenário de equilíbrio acirrado para a eleição presidencial deste ano. Em uma simulação de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 47,6% das intenções de voto, registrando uma leve alta em relação aos 46,3% obtidos em fevereiro. Já o presidente Lula (PT) oscilou de 46,2% para 46,6%. A diferença percentual entre Flávio Bolsonaro e Lula é, portanto, de 1% a favor do candidato do PL, no que diz respeito ao segundo turno, o que configura empate técnico, entre ambos, dentro da margem de erro, que corresponde a exatamente este percentual. O levantamento consultou 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março.
Ex-prefeito de Sombrio, José Antônio Tiscoski da Silva, o Professor Jusa (PP), será um dos coordenadores das campanhas do deputado estadual José Milton Scheffer (PP), que disputará à Câmara Federal, e do prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PP), que disputará à Assembleia Legislativa. Depois de 41 anos no magistério, Jusa está retornando ao certame político eleitoral, e já atraiu os olhares do PSD e também do PL sombriense, que carecem de um nome robusto para enfrentar as urnas na eleição municipal de 2028. O ex-prefeito, no entanto, deverá seguir firme em seu atual partido, muito por conta do histórico familiar que o une a legenda. As famílias Scheffer e Tiscoski são a cara do Progressistas sombriense, e, não à toa somam o comando de cinco mandatos na Prefeitura de Sombrio.










