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Rolando Christian Coelho | Ausência do PP em Sombrio foi tiro no pé

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Continua repercutindo bastante o fato de lideranças do Progressistas não terem participado da reunião que o PSD de Sombrio realizou, na semana passada, com a presença do candidato ao Governo do Estado pelo partido, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues. A não participação de tais lideranças teria sido articulada pelo deputado estadual José Milton Scheffer (PP), que está totalmente alinhado com o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). O parlamentar nega qualquer articulação neste sentido. Líderes do PSD regional, no entanto, atestam que a intervenção existiu.

Independente disto, o fato é que a não participação de lideranças do Progressistas no evento do PSD sombriense, sem dúvidas, irá gerar um grande ruido na sintonia dos dois partidos, especialmente no que diz respeito a 2028. Vale lembrar que, historicamente, as duas legendas são aliadas na política sombriense, com o grupo político que compõe atualmente o PSD quase sempre servindo de esteio para os projetos do Progressistas local. O mínimo que o PSD esperava era um aceno de cordialidade dos líderes ligados a Zé Milton, o que não aconteceu.

Se por um lado o parlamentar não pode participar do evento de João Rodrigues em Sombrio, por outro não faltou disponibilidade em estar presente a um outro evento capitaneado pelo governador Jorginho Mello, em Florianópolis, que contou com a presença do presidenciável Flávio Bolsonaro, durante o final de semana. Ato em que Flávio ressaltou que o único candidato da direita ao governo estadual em Santa Catarina é Jorginho Mello, o que acabou desencadeando uma estrondosa salva de palmas, com a qual Zé Milton fez questão de colaborar.

Não precisa ser nem gênio para vislumbrar que o PSD de Sombrio irá caminhar a passos largos na contramão dos interesses do Progressistas, em nível local, no que diz respeito as eleições de 2028. Se com o apoio do PSD o partido de Zé Milton já amargou várias derrotas na disputa pela Prefeitura Municipal de Sombrio, sem o apoio deste daqui a dois anos, o cenário se apresenta ainda mais desalentador.

Finais

  • A aproximação de Zé Milton em relação ao governador Jorginho Mello, obviamente, é estratégica e vislumbra tentar viabilizar seu projeto de candidatura à Câmara Federal. O parlamentar sabe que, no que diz respeito a João Rodrigues, os simpatizantes deste irão convergir maciçamente para a candidatura de Júlio Garcia (PSD) a deputado federal, no Sul do Estado. Afora isto, os nove prefeitos do Progressistas do Sul catarinense estão fechados com Jorginho Mello, a grande maioria por interesses ligados a destinação de recursos para seus respectivos municípios.
  • Em relação aos prefeitos que deverão apoiar Jorginho Mello, a grande incógnita é saber quais de fato irão pedir votos para ele. Uma coisa é dizer que está com o governador, outra coisa é fazer campanha para ele. Em 2022, quase 200 prefeitos declararam apoio ao então governador Carlos Moisés da Silva, à época filiado ao Republicanos. Ele, no entanto, sequer chegou ao segundo turno, numa prova inequívoca que o trabalho prometido pelos prefeitos não foi entregue. Talvez, e só talvez, isto não aconteça em relação a Jorginho Mello por conta da nova onda Bolsonaro, na qual ele estará surfando mais uma vez.
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