O encerramento da janela partidária na última sexta-feira consolidou um rearranjo expressivo nas forças políticas da Câmara dos Deputados, com a troca de legenda de 115 parlamentares. O movimento, que atingiu 22% das cadeiras da Casa, teve como principal protagonista o Podemos, sigla que mais captou novos quadros no período. Paralelamente, o PL conseguiu recompor sua bancada e estancar perdas recentes, confirmando a tendência de recuperação apontada em levantamentos preliminares, enquanto a base de apoio ao presidente Lula no Congresso manteve um quadro de estabilidade. Embora os números finais ainda possam sofrer ajustes pontuais devido ao delay no processamento das informações pelo sistema da Câmara, o desenho político já se mostra nítido.
Nesse cenário, o Podemos atraiu dez novos parlamentares, alcançando uma bancada de 27 integrantes e superando o PSDB, que registrou um movimento de retomada ao atingir 17 representantes. O fenômeno de crescimento dessas duas siglas guarda semelhanças estratégicas, uma vez que ambas oferecem estruturas partidárias consolidadas para deputados que buscam o controle de diretórios regionais sem a necessidade de enfrentar desgastes em disputas internas de poder. No campo da oposição, o PL, influenciado pela pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência, conseguiu reverter uma trajetória de queda. A legenda, que elegeu 99 deputados em 2022 e havia encolhido para 87 membros devido a divergências internas e migrações para a base governista, atraiu nove parlamentares nesta janela, fechando a parcial com 96 assentos.
Em contrapartida, outras siglas de peso mantiveram-se em patamares estáveis, como o PSD de Gilberto Kassab e Ronaldo Caiado, que equilibrou entradas e saídas para manter seus 47 integrantes. O PDT, contudo, registrou perdas, encolhendo sua bancada para 11 membros após a saída de seis deputados. Para o núcleo duro do governo, o saldo foi de continuidade: o PT não registrou baixas, e a federação composta com PV e PCdoB somou dois novos integrantes, consolidando um bloco de 82 cadeiras. Já o PSB vive um momento de expectativa; embora a parcial aponte perda de três cadeiras, a filiação estratégica do senador Rodrigo Pacheco deve atrair deputados aliados em Minas Gerais nos próximos dias, visando o fortalecimento de seu projeto ao governo mineiro.
Finais
Desde segunda-feira a seccional da OAB/SC passou a receber inscrições de advogados interessados em ocupar uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça do Estado, através do chamado Quinto Constitucional. O período de candidaturas se encerra no próximo dia 25. Para concorrer, os profissionais devem demonstrar notório saber jurídico, conduta ilibada e mais de uma década de atuação na área. Além disso, é exigida a comprovação de, no mínimo, cinco atos privativos da advocacia realizados em processos distintos no TJSC. O processo culminará em uma votação direta da classe para definir a lista sêxtupla que será enviada ao TJ. O advogado sombriense Mauri Nascimento participou do último Quinto Constitucional, ocasião em que, por pouco, não figurou na lista tríplice enviada pelo TJ ao governador Jorginho Mello (PL) para a escolha do novo desembargado. Ele deverá se inscrever novamente para o Quinto, e desta vez é considerado um dos favoritos para ocupar uma cadeira no Tribunal de Justiça.
Partido Novo deverá ter dois postulantes a deputado estadual em nossa região. Candidato a prefeito em Passo de Torres em 2024, Roberto Pereira concorrerá à Assembleia Legislativa, juntamente com a sombriense Tatiane Santana. As duas candidaturas darão sustentação para a candidatura de deputada federal da jornalista araranguaense Morgana Daniel. O pleito eleitoral deste ano marca a estreia do Novo, de nossa região, em uma eleição estadual. Ideologicamente, o partido está para a direita assim com o PCdoB ou o PSTU está para a esquerda. Ou seja, ele defende princípios políticos mais à direita do que o próprio PL da família Bolsonaro. No que diz respeito à eleição majoritária catarinense, o Novo deverá ocupar a vaga de candidato a vice do governador Jorginho Mello, através do ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva. Em nível federal, é nutrida a expectativa que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que é filiado a legenda, concorra à Presidência da República, ou componha como candidato a vice do senador Flávio Bolsonaro (PL).










