Pesquisa AtlasIntel registrou uma queda de 6 pontos percentuais do presidenciável Flávio Bolsonaro, em relação ao levantamento que havia sido feito pelo mesmo instituto no final do mês passado. Na pesquisa anterior, que foi divulgada em 28 de abril, Flávio figurava com 47,8% das intenções de votos, contra 47,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na pesquisa divulgada ontem, Lula aparece com 48,9% e Flávio com 41,8%. A queda, que pode ser considerada extremamente brusca, é credenciada à divulgação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Nestes áudios, Flávio cobra de Vorcaro o pagamento de valores que teriam sido prometidos por ele para o financiamento da produção do filme Dark Horse, que é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O percentual aceitável de queda de um candidato, dentro de um período pré-eleitoral, no ano da eleição, é de 10% sobre o total de seus votos. Como tinha 47,8%, Flávio Bolsonaro teria plenas condições de se recuperar ao longo das próximas oito semanas se sua queda o tivesse levado para até 43%. Ele, no entanto, caiu mais do que isto, chegando a 41,8%. Isto significa que sua recuperação dificilmente acontecerá de forma natural. Para voltar ao percentual que tinha, Flávio precisará contar com a ajuda de algum fator extra, como, por exemplo, um grande escândalo envolvendo o governo Lula, ou a desistência de um candidato de direita, com expressão, em seu favor.
O Instituto AtlasIntel também constatou que mais de 90% dos eleitores do país tomaram conhecimento dos áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, com 64% afirmando que tais áudios foram prejudiciais à imagem do senador. Estes percentuais acabam reforçando a tese de que o presidenciável do PL de fato não conseguirá reverter sua tendência de queda apenas através da retórica. Ele precisará de fatos concretos que o absolvam frente à opinião pública.
A pesquisa divulgada ontem entrevistou 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%. O registro do levantamento está feito junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026.
Finais
- Incursão promovida pelo presidenciável Romeu Zema, nos últimos dias, em Santa Catarina, não tem contado em quase nenhum evento com a presença do ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva. O motivo é um só: Zema, que é ex-governador de Minas Gerais, não tem perdido a oportunidade de criticar a suposta relação incestuosa entre o também presidenciável Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Ao fazer isto, o mineiro acaba colocando em risco a relação entre o Novo e o PL em Santa Catarina, que, por ora, tem garantido a vaga de candidato a vice para Adriano Silva na chapa do governador Jorginho Mello. Nos poucos eventos que tem comparecido, Adriano Silva não se deixa fotografar ao lado de Romeu Zema, obviamente, com o objetivo de não dar munição para aqueles que estão de olho em sua vaga na majoritária de Jorginho.
- Ex-presidente do Progressistas de Santa Catarina, Leodegar da Cunha Tiscoski, que atualmente está ocupando o comando da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, diz que seu partido, e o União Brasil, que compõe a federação União Progressistas, ainda poderão vir a apoiar oficialmente o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello. De acordo com Leodegar, a convenção da federação só acontecerá depois de 20 de julho e, por conta disto, até lá o que existe são só conjecturas. Na sua avaliação é plenamente plausível crer que a federação se alie oficialmente ao PL de Jorginho Mello, assim como também poderá se aliar ao PSD de João Rodrigues. “Até lá o jogo está aberto e a definição se dará pelos convencionais”, comenta Leodegar, alfinetando, nesta fala, o senador Esperidião Amin.











