PolíticaRolando Christian Coelho | Carol deveria aconselhar Carlos, ao invés de Amin

Rolando Christian Coelho | Carol deveria aconselhar Carlos, ao invés de Amin

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Deputada federal Carol de Toni (PL), que é pré-candidata ao Senado Federal nas eleições deste ano, deu um tiro no pé e tanto, ao propor que o senador Esperidião Amin (PP) não dispute a reeleição, manifestando apoio ao projeto do governador Jorginho Mello (PL), e esperando por uma hipotética indicação para compor um hipotético governo presidencial a ser timonado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Na prática, Carol quer que Amim fique em casa, assistindo a campanha eleitoral pela televisão, e torcendo para que Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República, de modo a viabilizar uma indicação sua para um ministério.

De pronto, esta possibilidade levantada pela deputada é um grande desrespeito à figura histórica de Esperidião Amim, cujo legado tem se confundido com a própria história de Santa Catarina ao longo de quase 60 anos. Isto só já bastaria para a reprovação de seu anseio. Mas, mais do que isto, a parlamentar desrespeitou seus próprios eleitores, ao esculpir um possível cenário cujo repúdio ao mesmo foi o que levou seu grupo político ao poder. Foi justamente por não suportar mais os velhos conchavos políticos, as velhas práticas do toma lá, da cá, que o eleitor brasileiro decidiu apostar no bolsonarismo, como forma de mudança social.

Provavelmente Carol tenha sido traída pelo seu desejo de não querer conflitar com Amim na busca de uma vaga pelo Senado. Todavia, a essência da política é justamente o conflito, e, neste caso, ele será pesado, por conta da indigesta figura do carioca Carlos Bolsonaro (PL) no cenário político catarinense, disputando também o Senado, no mesmo palanque da deputada. Seria muito mais ético por parte da parlamentar, no entanto, que ela aconselhasse Carlos a desistir da disputa do cargo de senador por Santa Catarina, tendo como argumento a presença inócua e inodora do também carioca Jorge Seif, no Senado Federal, representando nosso Estado. Uma afirmação sua, neste sentido, de fato seria algo digno de consideração. Todavia, querer colocar em segundo plano figuras legitimamente catarinenses ligadas a política, para que deste modo se ressaltem forasteiros, é, sem dúvida alguma, uma grande falta de respeito com os catarinenses.

Finais

  • Pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSB, ex-deputado estadual Gelson Merisio, começou sua incursão, rumo às eleições deste ano, via redes sociais. Em um vídeo, muito bem elaborado, diga-se de passagem, ele reafirma suas convicções na esquerda, valoriza o papel das mulheres na política e aproveita para alfinetar o governador Jorginho Mello (PL), ressaltando que Santa Catarina possui 300 mil famílias que vivem abaixo da linha da pobreza. Merisio já deu o tom de sua participação na campanha: vai vir com tudo para cima do governador, imputando a ele a responsabilidade pelas demandas históricas do Estado. Também já deixou bastante claro que o alinhamento com a gestão do presidente Lula da Silva (PT) será integral. Em relação às críticas que vem recebendo, por ter deixado a direita e ido para a esquerda, Merisio se antecipa, dizendo que mudou, dando a entender que quem está errado é justamente aqueles que não mudaram como ele. Na sua visão, deixar de ser de direita e passar a ser de esquerda é o melhor caminho para qualquer cidadão.
  • Deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) tem conseguido ampliar bastante sua base de apoio eleitoral aqui no Extremo Sul Catarinense. Sem prefeitos filiados ao PDT na região, e com apenas um vereador eleito pelo partido nas eleições de 2024, oriundo de São João do Sul, o parlamentar tem feito parceiras com políticos radicados a diversas legendas, mas, especialmente, com os do Progressistas, MDB, PSB, PSD, PSDB e Republicanos. Seu modelo de atuação tem sido embasado no atendimento das demandas locais, buscando intermediar soluções para as reinvindicações comunitárias. Como não faz distinção entre siglas partidárias, tem conseguido ampliar cada vez mais sua base de apoio, que atualmente é totalmente suprapartidária. Este estilo de trabalho também tem lhe possibilitado amplo trânsito junto ao Governo do Estado, de onde emanam muitas soluções para questões advindas das bases da sociedade regional.
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