PolíticaRolando Christian Coelho | Jorginho ainda não desistiu do MDB

Rolando Christian Coelho | Jorginho ainda não desistiu do MDB

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Governador Jorginho Mello (PL) parece bem longe de desistir de ter o MDB em sua base de apoio nas eleições deste ano. No último final de semana ele conversou com o presidente estadual da sigla, o deputado federal Carlos Chiodini, a este respeito, e ontem à noite se reuniu com prefeitos do partido em Florianópolis, para tratar do assunto.

O MDB já não tem mais a possibilidade de compor como vice na chapa do governador, pois tal espaço está reservado ao ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), todavia, a coligação de Jorginho conta com quatro vagas de suplente de senador que ainda não estão preenchidas. Uma delas já chegou a ser oferecida formalmente ao deputado estadual emedebista Antídio Lunelli.

Chiodini, no entanto, ainda está de nariz torcido. Antes de Adriano Silva, era ele o cotado para compor como vice de Jorginho Mello. Seguindo a lógica do mercado eleitoral catarinense, o governador preferiu apostar em uma dobradinha executiva 100% de direita, desbancando o MDB da majoritária, na medida em que sequer foram abertas tratativas para que o partido pudesse, no mínimo, indicar um candidato ao Senado pela coligação de Jorginho.

É claro que o que está em jogo não é apenas uma ou duas suplências ao Senado. Jorginho Mello tem o governo nas mãos, e se for reeleito, além do governo terá também muito para barganhar na Assembleia Legislativa. A ocupação de Secretarias de Estado e a presidência do parlamento estadual por pelo menos dois anos seriam atrativos e tanto para o MDB, que se permanecer aliado a João Rodrigues provavelmente ficará muito longe de obter os benefícios que serão objeto da oferta do governador.

O fato é que, com raríssimas exceções, a cúpula do MDB está louca para coligar com Jorginho Mello, mas, ao mesmo tempo, tem vergonha de admitir isto abertamente. Alguns de seus líderes já admitem isto, como é o caso da senadora Ivete Appel da Silveira, do deputado federal Valdir Cobalchini, dos estaduais Antídio Lunelli, Jerry Comper e Fernando Krelling, e dos suplentes de estadual Emerson Stein e Cleiton Fossá. Na prática, a maioria dos parlamentares do MDB com mandato estadual ou federal já estão com Jorginho Mello, a exemplo de pelo menos um terço dos prefeitos do Estado ligados ao partido.

Carlos Chiodini, que depois que foi alijado da majoritária do governador disse que só fecharia com João Rodrigues, já admite a possibilidade de uma convenção para tratar do assunto. Se isto de fato acontecer, as chances de aliança do MDB com Jorginho Mello passam a ser reais, principalmente por conta do esforço que os prefeitos do partido passarão a fazer neste sentido.

Finais

  • O termômetro eleitoral do Instituto BTG/Nexus trouxe números quentes sobre a corrida presidencial de outubro, que foram divulgados ontem na imprensa nacional. O presidente Lula da Silva (PT) aparece na dianteira com 41% das intenções de voto no primeiro turno, já senador Flávio Bolsonaro aparece logo atrás com 36%, enquanto nomes como Romeu Zema, com 4%, e Ronaldo Caiado, com 3%, seguem na disputa tentando ganhar fôlego na corrida pela cadeira da Presidência. A temperatura sobe de vez quando analisado o segundo turno, onde o equilíbrio é total e o empate técnico domina as estatísticas. Neste caso, Lula figura com 46% contra 45% do senador fluminense. A pesquisa, que foi realizada de 24 a 26 de abril, tem margem de erro de 2%, ouviu 2.028 pessoas, e está registrada no TSE sob o número BR-01075/2026.
  • Esta é a terceira pesquisa seguida em que Lula e Flávio Bolsonaro se revezam na liderança do pleito nacional, dentro da margem de erro, o que significa que qualquer um dos dois poderá vencer o pleito presidencial deste ano. Para Flávio, é crucial atrair partidos do Centrão para seu projeto. Já para Lula, além de manter os partidos do Centrão em sua órbita é fundamental manter os preços da cesta básica sob controle e buscar alianças com o meio evangélico, que hoje é francamente vocacionado a apoiar a família Bolsonaro. Em relação as chamadas políticas públicas, que é o que tem mantido o PT no poder há anos, não há muito mais o que fazer. O Brasil não tem mais caixa para bancar programas sociais, que hoje somam quase R$ 160 bilhões por ano aos cofres públicos. Agora, imagine este dinheiro todo sendo investido na geração de emprego e renda.
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