Um caso conhecido popularmente como “furto chuca” mobilizou a Polícia Militar na manhã desta terça-feira (13), em Sombrio. A expressão é usada quando o criminoso aproveita um veículo deixado aberto ou com a chave na ignição para cometer o furto rapidamente.
Segundo a PM, a vítima, um homem de 31 anos, deixou o veículo GM/Prisma Maxx estacionado em frente à obra onde trabalhava, às margens da BR-101, no bairro Nova Guarita, com a chave na ignição. Pouco depois, percebeu um homem saindo com o automóvel e deixando uma bicicleta para trás no local.
As guarnições iniciaram buscas e localizaram o veículo circulando pelo bairro Januária. Ao receber ordem de parada, o suspeito fugiu em alta velocidade, dando início a um acompanhamento policial pelas ruas da cidade.
Durante a fuga, conforme a polícia, o motorista realizou diversas manobras perigosas, colocando pedestres e outros veículos em risco.
A perseguição terminou quando o carro entrou em uma rua sem saída. O homem abandonou o veículo e tentou escapar correndo, mas acabou abordado logo em seguida.
O autor, de 38 anos, possui histórico policial, incluindo registros por furto de veículo em Passo de Torres, além de ocorrências por furto e tentativa de roubo.
Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia em Araranguá para os procedimentos cabíveis.
Curiosidade – no contexto policial e popular aqui do Sul, surgem dois termos curiosos, que costumam ser usados, principalmente por policiais e jornalistas mais antigos, para tipos de furto “oportunista”, mas têm diferenças:
- Furto chuca: acontece quando o criminoso aproveita uma facilidade deixada pela vítima, como carro aberto, chave na ignição, celular em cima da mesa, bicicleta destrancada, entre outros. É aquele furto “fácil”, sem muito esforço ou planejamento. A origem exata é meio incerta, porque é uma gíria muito oral. No Sul, especialmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, “furto chuca” virou expressão para aquele furto “mamão com açúcar”, fácil de executar, normalmente porque alguém deu mole.
Com o tempo, o termo passou a ser muito usado por policiais militares e civis em ocorrências do dia a dia. - Furto punga: é o famoso “batedor de carteira”. O ladrão age de forma discreta, geralmente em locais movimentados, retirando carteira, celular ou objetos da vítima sem que ela perceba. Muito comum em filas, ônibus, festas e eventos. É mais antigo e tem origem ligada à ideia de “pungar”, que significa tirar algo com habilidade, de forma sorrateira. O termo aparece em registros do português popular há bastante tempo e ficou associado ao ladrão que “bate carteira”. O criminoso que pratica isso muitas vezes era chamado de “punguista”, “batedor” “mão leve”.











