O MDB e o PL de Sombrio abrirão um comitê em conjunto, para trabalhar pelas candidaturas à reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e do deputado estadual Tiago Zilli (MDB). Oficialmente, em nível estadual, os dois partidos têm objetivos distintos, com o PL irmanado ao projeto de Jorginho e o MDB ao de João Rodrigues, que irá postular o Governo do Estado pelo PSD. Em nível local, no entanto, as duas legendas administram o Executivo Municipal há três mandatos, e pretendem renovar a parceria para a próxima gestão. Por conta disto, manter a sintonia entre ambos é fundamental no pleito eleitoral de 2026.
Sob a orientação do ex-prefeito Zênio Cardoso, o MDB irá trabalhar pela reeleição de Jorginho, todavia, nutrirá esforços pelos seus candidatos proporcionais, e também pela candidatura de Antídio Lunelli (MDB) ao Senado. Já o PL trabalhará integralmente pelos seus candidatos.
A busca desta sintonia em nível local é vista como o caminho para a composição de uma dobradinha em 2028, com o MDB lançando candidato a prefeito e o PL voltando a ocupar a condição de vice, a exemplo do mandato entre composto entre 2017 e 2020, quando Zênio administrou o município, através de sua reeleição, tendo a atual prefeita, Gislaine Cunha, hoje no MDB, mas então filiada ao PL, como sua vice.
O MDB estadual chegou a pressionar a cúpula do partido em Sombrio, cobrando um alinhamento com o projeto de João Rodrigues. O argumento dos emedebistas do município, no entanto, deu conta que o partido ocupou cargos no governo de Jorginho Mello durante mais de três anos, estabelecendo com a gestão estadual um profundo vínculo, não só político, mas também de gratidão, pelos benefícios trazidos ao município.
O deputado Tiago Zilli, que está irmanado ao projeto de João Rodrigues, diz respeitar o posicionamento do MDB de Sombrio, enfatizando que se trata de uma questão pontual, que envolve seu partido e o PL em nível local. Conforme ele, em situações como esta, o entendimento local acaba prevalecendo sobre o estadual.
É interessante observar o retorno à ribalta do ex-prefeito Zênio Cardoso. Desde a eleição municipal de 2024 que ele não vinha se envolvendo nas questões partidárias do MDB. Zênio, aliás, já começou a ser citado como um nome dos nomes do partido para a eleição municipal de 2028. Por enquanto, ele rechaça esta possibilidade.
Finais
A Justiça de Santa Catarina anulou a compra emergencial de 200 respiradores realizada pelo Estado em 2020, durante a pandemia de Covid-19, devido a irregularidades no processo, como a fragilidade na escolha da fornecedora e o pagamento antecipado indevido de R$ 33 milhões. A decisão determinou que a empresa Veigamed, junto a seus sócios, ressarça integralmente o valor aos cofres públicos, com a devida correção. O ex-secretário de Saúde, Helton de Souza Zeferino, foi condenado à recomposição do dano ao erário na extensão de sua responsabilidade, valor este que ainda será apurado. A superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Regina Pauli, que foi quem efetivamente autorizou a compra através do sistema eletrônico, não foi condenada. A Justiça entendeu que ela apenas cumpriu uma ordem por conta de seu ofício. O ex-governador Carlos Moisés da Silva também não foi responsabilizado.
Deputada federal Júlia Zanatta (PL) estima que existam na Câmara Federal no máximo 50 deputados da chamada ‘direita raiz’. Conforme ela, mais da metade dos deputados de seu próprio partido não estão sintonizado integralmente com os princípios da direita. Por outro lado, a parlamentar ressalta que em outros partidos são observados deputados totalmente alinhados com este pensamento, “as vezes, muito mais do que os filiados ao PL”, comenta ela. Os deputados desse espectro ideológico defendem uma agenda pautada no conservadorismo moral, na segurança pública punitivista, no ultraliberalismo econômico e na oposição sistemática a governos de esquerda e ao “globalismo”. Esse posicionamento reflete-se na defesa da família tradicional, no endurecimento das leis penais, na redução da intervenção estatal na economia e na proteção da liberdade de expressão digital, frequentemente marcada por um discurso de confronto com o Poder Judiciário.










