O Instituto Nexus divulgou, ontem, uma nova pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República, levantamento este encomendado pelo banco BTG Pactual. No cenário de primeiro turno, o presidente Lula da Silva (PT) lidera com 40% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 34%. Na sequência, pontuam Ronaldo Caiado (PSD) com 5%, seguidos por Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 4%. Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) registram 2% cada, enquanto Aécio Neves (PSDB) aparece com 1% e Cabo Daciolo (Mobiliza) não pontuou. Votos em branco, nulos ou nenhum somam 6%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Em simulações de segundo turno, o presidente Lula mantém a dianteira em todos os cenários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o petista apresenta 47% das intenções de voto frente a 44% do senador, com 8% de brancos/nulos e 1% de indecisos. Diante de Ronaldo Caiado, Lula atinge 47% contra 38% do adversário (13% branco/nulo e 2% não sabe). No embate contra Romeu Zema, o resultado se repete com Lula em 47% contra 40% de Zema (11% branco/nulo e 2% não sabe). Já contra Renan Santos, Lula registra 49% das intenções contra 35% do candidato da Missão, cenário que apresenta 14% de brancos/nulos e 2% de indecisos.
A pesquisa entrevistou 2.003 eleitores entre os dias 10 e 12 de julho de 2026. O levantamento possui um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de dois pontos porcentuais, estando devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07981/2026.
Finais
Os números evidenciam que o eleitorado brasileiro permanece altamente segmentado entre dois polos principais, representados pelo presidente Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro. Embora Lula tenha registrado uma oscilação negativa de dois pontos porcentuais no primeiro turno, em comparação à pesquisa anterior do Instituto Nexos, ele ainda mantém uma liderança consolidada, superando a soma das intenções de voto de todos os outros candidatos. A estagnação dos nomes que compõem o chamado campo de centro ou “terceira via, a exemplo de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, reforça a tese de que a polarização entre o PT e o bolsonarismo atua como uma barreira de entrada quase intransponível. Esses candidatos enfrentam o desafio duplo de ganhar reconhecimento nacional e, simultaneamente, quebrar a lealdade ideológica dos eleitores, que tendem a migrar para o “voto útil” na reta final da campanha, visando impedir a vitória do adversário que mais rejeitam.
As simulações de segundo turno revelam que o eleitorado, quando confrontado com alternativas fora do eixo central da disputa, tende a aumentar os índices de abstenção ou votos de protesto, através dos brancos e nulos. O fato é que fora Lula e Flávio, os demais candidatos sofrem com a falta de estruturas partidárias tradicionais, ou possuem menor capilaridade nacional, o que resulta na falta de engajamento do eleitor médio. Além disso, a estabilidade de Lula na liderança dos cenários de segundo turno, com aprovação e desaprovação na casa dos 47%, indica que o voto no petista possui um componente de “voto por rejeição ao oponente”. Para Flávio Bolsonaro, o desafio reside na taxa de rejeição, que, embora apresente leves oscilações, se mantém em patamares elevados, próximos a 50%, o que limita seu potencial de expansão para além da base bolsonarista consolidada. No resumo da ópera, se Flávio não baixar sua rejeição, ele perderá a eleição para Lula, pois haverá mais chances dos votos dos outros candidatos migrarem para Lula no segundo turno.










