Os eleitores catarinenses reafirmaram seu alinhamento com o pensamento conservador, no cenário político nacional, conforme aponta a mais recente pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ), da qual o Jornal Correio do Sul é um dos fundadores. O levantamento, conduzido de forma presencial entre os dias 9 e 13 de julho, com 1.050 eleitores em 54 municípios do Estado, indica uma liderança consolidada para o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. A fotografia da intenção de voto começa pela modalidade espontânea, na qual o eleitor declara sua preferência sem a apresentação de uma lista de nomes; neste cenário, Flávio Bolsonaro já desponta com 37,4% das menções, enquanto o presidente Lula da Silva (PT) registra 22,9%. Renan Santos (Missão) figura com 1,2%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 1% e Romeu Zema (Novo) tem 0,6%, o que evidencia uma nítida bipolarização entre bolsonaristas e os simpatizantes de Lula em Santa Catarina, sem margens para a consolidação de uma terceira via presidencial no Estado.
Essa tendência de favoritismo de Flávio Bolsonaro se confirma e se amplia na pesquisa estimulada, quando os nomes dos pré-candidatos são oficialmente apresentados aos entrevistados. Neste cenário, Flávio alcança 46,1% das intenções de voto, abrindo uma vantagem expressiva sobre Lula, que figura com 25%. Na sequência, a pesquisa apresenta Ronaldo Caiado com 3,1%, Romeu Zema com 2,9%, Renan Santos com 2,4% e Samara Martins (UP) com 2,3%. Os índices de eleitores que declaram voto branco ou nulo somam 7,7%, enquanto 5,8% não souberam ou não responderam à questão. Além das intenções de voto, o IPC mapeou o índice de rejeição, sendo o presidente Lula o mais citado ao ser questionado sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, atingindo 48,3% de rejeição, contra 27% de Flávio Bolsonaro.
A pesquisa do IPC está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09576/2026 e no Tribunal Regional Eleitoral sob o número SC-09951/2026.
Finais
Enquanto a corrida presidencial em Santa Catarina demonstra uma tendência de consolidação, a disputa pelas vagas ao Senado Federal revela um cenário de alta competitividade e equilíbrio, conforme aponta o levantamento realizado pelo IPC. A pesquisa apresenta projeções distintas para a eleição senatorial, considerando a soma dos dois votos permitidos ao eleitor e a análise separada entre o primeiro e o segundo voto, evidenciando que a principal disputa ocorre entre Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP). Na projeção que considera a soma do primeiro e do segundo voto, Caroline de Toni lidera com 39% das citações, seguida de perto por Carlos Bolsonaro, com 38,6%, e também Esperidião Amin, com 34,1%. Na sequência, aparecem Décio Lima (PT) com 27%, Antídio Lunelli (MDB) com 11,3%, Afrânio Boppré (PSOL) com 7%, e Jeferson Rocha (PRD) com 4,7%. Afora estes percentuais, 24,1% dos entrevistados não souberam responder e 14,3% declararam intenção de votar em branco ou anular o voto.
Ao analisar o primeiro voto de forma isolada, os dados do IPC indicam Carlos Bolsonaro à frente, com 27,4%, seguido por Esperidião Amin, com 17,8%, Décio Lima, com 16,8%, e Caroline de Toni (PL), com 14,4%. Neste cenário, Antídio Lunelli registra 7%, enquanto Afrânio Boppré e Jeferson Rocha somam 2% e 1,9%, respectivamente. Além destes percentuais, 7,2% dos eleitores não souberam responder e 5,5% votariam em branco ou nulo. Já no que se refere ao segundo voto, o quadro se altera e Caroline de Toni assume a liderança, com 24,6%, seguida por Esperidião Amin, com 16,3%, Carlos Bolsonaro, com 11,1%, e Décio Lima (PT), com 10,2%. Para esta segunda preferência, Afrânio Boppré aparece com 5%, Antídio Lunelli com 4,4% e Jeferson Rocha com 2,8%, com 16,9% de indecisos e 8,8% de votos brancos ou nulos. Esse panorama diversificado nas intenções de voto reafirma que, embora haja um alinhamento ideológico claro no Estado, a escolha para o Senado segue aberta









