PolíticaRolando Christian CoelhoRolando Christian Coelho | Jorginho lidera, mas João Rodrigues tem baixa rejeição

Rolando Christian Coelho | Jorginho lidera, mas João Rodrigues tem baixa rejeição

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A corrida pré-eleitoral ao Governo de Santa Catarina começa a ganhar forma, revelando uma fotografia clara do atual momento político no Estado. Segundo levantamento presencial realizado pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), sob encomenda da Associação Catarinense de Jornais (ACJ), da qual o Jornal Correio do Sul é sócio-fundador, o governador Jorginho Mello (PL) lidera a preferência do eleitorado catarinense, seguido por João Rodrigues (PSD) e Gelson Merísio (PSB). A pesquisa, realizada entre 9 e 13 de julho com 1.050 eleitores em 54 municípios, apresenta uma margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09576/2026, e no Tribunal Regional Eleiroral sob o número SC-09951/2026.

Embora os percentuais sinalizem um cenário de favoritismo para a reeleição de Jorginho Mello, vale lembrar que a disputa está em meio a um período de maturação, e a campanha oficial sequer começou ainda.

Na pesquisa espontânea, onde eleitor cita o nome de seu candidato preferido sem a intervenção do entrevistador, o governador soma 42,7% das citações, contra 18,5% de João Rodrigues e 2,8% de Gelson Merisio. Trata-se de um percentual bastante alto para o governador, já que mais de 40% dos eleitores demonstram preferência por ele mesmo sem serem estimulados quanto a seu nome.

No cenário estimulado, Jorginho Mello amplia a liderança com 53,3% das intenções de voto, se distanciando de João Rodrigues, que se mantém na segunda colocação com 26,2%. Gelson Merísio, buscando se consolidar como o nome da frente de esquerda, registra 8,6%.

A pesquisa também lançou luz sobre a resistência aos nomes dos três principais candidatos ao governo. Jorginho Mello apresenta uma rejeição de 16,7%, seguido de perto por Gelson Merísio, com 14,3%, enquanto João Rodrigues registra 6,6%. Esse índice de rejeição, aliado ao fato de que 42,2% dos eleitores admitem que ainda podem alterar sua escolha, indica que a campanha eleitoral, que se iniciará mês que vem, poderá apresentar um crescimento substancial de João Rodrigues. O desafio para os postulantes será converter a atual base de apoio em votos consolidados nas urnas em outubro, mantendo a atenção nas oscilações que o cenário político catarinense pode sofrer até o dia do pleito.

Finais

Não há como negar que Jorginho Mello é o favorito para vencer a eleição estadual deste ano. Seus 53,3% da pesquisa estimulada lhe conferem mais de 58% dos votos válidos. Seu calcanhar de Aquiles, no entanto, reside na baixa rejeição de João Rodrigues e no perigo de a eleição ir para o segundo turno, onde, fatalmente, o PSD e a esquerda irão trabalhar unidos para derrotar a candidata bolsonarista do governador. Em princípio, a tendência é que, se houver segundo turno, esta se dará entre Jorginho e João Rodrigues, o que não é bom para o governador. Para ele, muito melhor ir para o segundo turno com Gelson Merisio, que representa a esquerda, do que ir com um candidato que tem em sua base de apoio legendas com o PSD, MDB, Progressistas e União Brasil, partidos que têm capilaridade em todo o Estado.

 

O que Jorginho Mello precisa fazer é segurar ao máximo o inicio da campanha. É certo que a campanha terá um começo, e este começo está agendado para o dia 16 de agosto, de acordo com a legislação eleitoral. A partir de então, até a votação, serão 49 dias. Tudo o que Jorginho fizer para fugir do embate político pelos próximos 30 dias, até se chegar a 16 de agosto, só trará benefícios para ele. O fato é que ele não crescerá mais do que já cresceu. Daqui para frente a tendência é de queda, e quanto mais embates, maior será a queda. Restringir as aparições públicas, evitar coletivas de imprensa, o que significa, na prática, dar um tempo na pré-campanha, é uma arma poderosa que Jorginho Mello poderá usar para esfriar o clima pré-eleitoral, mantendo seus patamares. O governador, no entanto, dificilmente fará isto.

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