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Rolando Christian Coelho | Conheça o perfil dos candidatos ao governo de SC

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A disputa pelo Governo do Estado em Santa Catarina, nas eleições deste ano, traz perfis bastante distintos e trajetórias políticas igualmente dispares entre os oito candidatos oficializados pelas convenções partidárias, que se encerraram na última quarta-feira, dia 5.
Como candidato de situação, temos o atual governador Jorginho Mello (PL), de 70 anos, natural de Ibicaré, no Oeste catarinense, e com uma longa carreira que inclui passagens pela Câmara Municipal de Vereadores de Herval do Oeste, pela Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Ele aposta na força de uma ampla coalizão de direita, que une PL, Novo, Podemos, Republicanos e a Federação PSDB/Cidadania. Seu vice será o ex-prefeito reeleito de Joinville, Adriano Silva (Novo).

Na oposição, por ora, seu principal adversário é o experiente ex-prefeito, por quatro vezes, de Chapecó, o comunicador João Rodrigues (PSD), de 59 anos, que já foi vice-prefeito, deputado estadual, deputado federal e Secretário de Estado. Seu candidato a vice será o deputado federal, e atual presidente do MDB, Carlos Chiodini, de 44 anos. O PSD e o MDB também contam com o apoio da Federação União Progressista, composta por União Brasil e Progressistas, e que tem como principal líder o senador Esperidião Amin (PP).

Representando o campo da esquerda e centro-esquerda, temos o empresário e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merísio (PSB), de 60 anos, que já foi candidato ao governo catarinense em 2018, ocasião em que foi atropelado pela Onda Bolsonaro. Sua candidata a vice será a ex-deputada estadual Ângela Albino (PDT), de 56 anos. Eles contam com o apoio da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, e pelo bloco Psol-Rede.

Entre as candidaturas que apostam em chapas puras ou em frentes menores, estão o advogado e ex-defensor público Ralf Zimmer (PRD), de 47 anos, da Federação Renovação Solidária, integrada por PRD e Solidariedade. Seu candidato a vice será o empresário Carlos Alberto Bordin (SD), que também tem 47 anos.

Já o Missão, partido de extrema direita, lançou como candidato ao governo o ex-lutador de MMA e empresário, Marcelo Brigadeiro, de 44 anos, e como seu candidato a vice o coronel do Exército Marcelo Rodrigues, de 54 anos.

Do outro lado da moeda, o Unidade Popular, partido de extrema esquerda, lançou como candidata a governadora a psicóloga e ativista social Laís Chaud, de 35 anos, que terá a diarista Nathália Melo, de 34 anos, como candidata a vice. A extrema esquerda será representada ainda por outras duas candidaturas governamentais. O professor de história e sindicalista Marcus Sodré, de 54 anos, será candidato pelo PSTU, tendo como candidata a vice a professora Tatiane Pasdiora, de 40 anos. Por sua vez, o operário da construção civil, Brunno Dias, de 40 anos, concorrerá pelo PCO, tendo o carpinteiro Jair Fernandes Ramos, também de 40 anos, como seu candidato a vice.

Finais

Após ajustes na chapa majoritária do governador Jorginho Mello, a deputada federal Caroline de Toni (PL) definiu o advogado e empresário de Joinville, Geraldo Wetzel Neto (Novo), como seu candidato a primeiro suplente ao Senado. A vaga de segundo suplente será ocupada pelo empresário de Blumenau, Andrey Tomazi. Filiado ao Novo desde 2020, Geraldo é formado em Administração pela UFSC e em Direito pela Univille. A indicação é um balde de água fria no PL do Sul do Estado, que vinha brigando para ocupar a primeira suplência de Carol. O ex-prefeito de Imbituba, Beto Martins, chegou a ser anunciado para a vaga, mas não pode levar o projeto adiante por questões profissionais. Alguns outros nomes foram sugeridos pelo PL do Sul para compor com Carol, mas nenhum encheu os olhos especialmente do governador. O fato é que as principais lideranças do partido em nossa mesorregião já são candidatas ou a Câmara Federal ou à Assembleia Legislativa.

A decisão do deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) de disputar uma vaga ao Senado abriu um impasse nos bastidores do partido em relação à sua sucessão na Assembleia Legislativa. Inicialmente, Lunelli convidou seu assessor Eduardo Bertoldi para concorrer à vaga de deputado estadual, mas a proposta foi recusada por motivos particulares. Na sequência, o nome de Paulo Chiodini, que é tio do deputado federal e candidato a vice-governador Carlos Chiodini, chegou a ser sondado, mas as negociações não avançaram. Diante desse cenário, Lunelli decidiu que não fará nenhuma indicação oficial para o pleito. Quem mais ganha com esse desfecho é o deputado estadual Tiago Zilli (MDB), já que, sem um herdeiro político específico apoiado por Lunelli, o deputado aqui do Sul ganha espaço e margem de manobra para expandir sua base eleitoral dentro do partido.

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