A segunda pesquisa contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) para acompanhar a disputa pelo Governo de Santa Catarina mostra o governador Jorginho Mello (PL) em posição destacada na corrida eleitoral. O Jornal Correio do Sul, veículo do Grupo Correio do Sul, é associado à ACJ, entidade que reúne jornais diários de diferentes regiões catarinenses.
O levantamento do Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC) coloca o atual chefe do Executivo estadual com 55,9% das intenções de voto no cenário estimulado, percentual que, se reproduzido nas urnas, seria suficiente para uma definição da eleição no primeiro turno.
A distância entre Jorginho e seus principais adversários é o dado político mais expressivo do levantamento. João Rodrigues (PSD) aparece em segundo lugar, com 18,1%, enquanto Gelson Merísio (PSB) registra 9,6%. Isso significa que o governador possui mais de três vezes o percentual alcançado pelo segundo colocado no cenário apresentado aos entrevistados.
Os demais candidatos permanecem em patamares inferiores a 2%. Marcus Sodré (PSTU) figura com 1,9%, Laís Chaud (UP) tem 1,2%, Bruno Pedreiro (PCO) e Marcelo Brigadeiro (Missão) registram 1% cada e Ralf Zimmer (PRD) aparece com 0,6%. Outros 5,7% não souberam responder, enquanto brancos e nulos representam 5%.
A pesquisa espontânea oferece outra leitura importante do momento eleitoral. Sem receber uma lista de candidatos, 38,9% dos entrevistados mencionaram Jorginho Mello. João Rodrigues foi citado por 10,3% e Gelson Merísio por 6%. Ao mesmo tempo, 38% não souberam indicar espontaneamente um candidato e 4,7% responderam que não escolheriam nenhum.
O volume de indecisos na espontânea mostra que, apesar da liderança consolidada de Jorginho quando os nomes são apresentados, existe uma parcela considerável do eleitorado que ainda não manifesta preferência por iniciativa própria. Esse contingente deverá ser um dos principais alvos das campanhas na reta decisiva da disputa.
Outro componente relevante é a rejeição. Gelson Merísio registra o maior índice entre os candidatos testados, com 29%. Jorginho, mesmo liderando amplamente as intenções de voto, aparece com 25,8%. João Rodrigues tem rejeição de 7%. Bruno Pedreiro e Marcelo Brigadeiro registram 4,1% cada, Marcus Sodré 2,7%, Ralf Zimmer 2,6% e Laís Chaud 2,1%.
Os números indicam, portanto, duas características simultâneas da candidatura do governador: Jorginho concentra o maior percentual de intenção de voto, mas também possui a segunda maior rejeição. João Rodrigues, por sua vez, permanece distante na intenção de voto, porém apresenta rejeição significativamente menor entre os nomes que ocupam as primeiras posições.
O levantamento foi realizado presencialmente pelo IPC entre 17 e 20 de setembro. Foram entrevistados 1.050 eleitores, com idade a partir de 16 anos, em 49 municípios distribuídos pela Grande Florianópolis e pelas regiões Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os protocolos BR-01876/2026 e SC-04254/2026.
Como todo levantamento eleitoral, os resultados representam o posicionamento dos entrevistados no período da coleta e não uma previsão do resultado das urnas. Ainda assim, a fotografia produzida pelo IPC coloca Jorginho em vantagem expressiva e estabelece para seus adversários o desafio político de reduzir uma diferença que, neste momento da campanha, permanece extremamente ampla.
Finais
A pesquisa também ajuda a dimensionar a disputa travada abaixo de Jorginho Mello. João Rodrigues (PSD), com 18,1% no cenário estimulado, aparece quase nove pontos percentuais à frente de Gelson Merísio (PSB), que registra 9,6%. Na espontânea, a ordem se repete: João tem 10,3% e Merísio, 6%. A rejeição, entretanto, apresenta diferenças mais acentuadas. Apenas 7% dos entrevistados afirmam que não votariam em João de maneira alguma, enquanto Merísio alcança 29%, o maior índice entre os candidatos pesquisados. Os números colocam desafios distintos para as duas campanhas: João precisa ampliar sua intenção de voto, enquanto Merísio também enfrenta a necessidade de reduzir a resistência ao seu nome.
Se a estimulada demonstra a vantagem de Jorginho Mello, a pesquisa espontânea revela um campo ainda aberto para a atuação das campanhas. Nada menos que 38% dos entrevistados não souberam dizer em quem votariam quando nenhum nome foi apresentado. Jorginho foi citado espontaneamente por 38,9%, praticamente o mesmo percentual dos indecisos. João Rodrigues aparece com 10,3% e Gelson Merísio com 6%. Outros nomes tiveram citações inferiores a 1%. A diferença entre os resultados espontâneo e estimulado mostra a importância do reconhecimento dos candidatos e indica que uma parcela relevante do eleitorado catarinense ainda precisa ser conquistada ao longo da campanha. O comportamento desse grupo poderá influenciar a configuração da disputa até a votação.









