O Sul de Santa Catarina saiu das eleições de 2026 com uma representação política de peso. A região conseguiu eleger sete deputados federais e sete estaduais ligados ao grande Sul catarinense. Júlia Zanatta, Giovana Mondardo, Julio Garcia, José Milton Scheffer, Ricardo Guidi, Daniel Freitas e Geovania de Sá foram eleitos ou reeleitos federais, e Guilherme Colombo, Jessé Lopes, Clésio Salvaro, Pepê Collaço, Ulisses Gabriel, Tiago Zilli e Rodrigo Minotto foram eleitos ou reeleitos estaduais. O resultado coloca a região em posição privilegiada para defender investimentos, obras e projetos tanto em Brasília quanto em Florianópolis.
Na Câmara Federal, o grande destaque foi Júlia Zanatta (PL), de Criciúma, que alcançou mais de 560 mil votos e terminou como a deputada federal mais votada de Santa Catarina. Advogada, ingressou na Câmara em 2023 e consolidou sua atuação identificada com o campo conservador.
Outra novidade é Giovana Mondardo (PCdoB), também de Criciúma. Cirurgiã-dentista e professora universitária, construiu sua carreira como vereadora, sendo eleita para dois mandatos no município. Ela chega à Câmara com 115 mil votos, representando uma corrente política bastante diferente daquela predominante no Sul catarinense.
Julio Garcia (PSD) leva para Brasília uma das trajetórias mais longas da política catarinense. Ex-presidente da Assembleia Legislativa, ex-conselheiro e ex-presidente do Tribunal de Contas, acumula sete mandatos estaduais e quatro passagens pela presidência da Alesc. Foi eleito federal com 114 mil votos.
O Extremo Sul conquistou representação própria com José Milton (PP). Natural de Sombrio, engenheiro agrônomo, foi prefeito do município e deputado estadual por quatro mandatos consecutivos. Agora chega à Câmara Federal com 93 mil votos, levando para Brasília uma trajetória fortemente ligada à Amesc e ao setor agropecuário.
Ricardo Guidi (PL), natural de Criciúma, conquistou 79 mil votos e garantiu novo mandato federal. Já Daniel Freitas (PL), também criciumense, obteve 76 mil votos. Administrador e empresário, Daniel iniciou sua carreira eleitoral como vereador de Criciúma e chegou à Câmara pela primeira vez em 2018.
Completando o grupo está Geovania de Sá (REP), de Criciúma, eleita com 75 mil votos. Administradora, foi vereadora, secretária municipal de Assistência Social e de Saúde e chegou à Câmara pela primeira vez em 2015, acumulando larga experiência parlamentar.
Na Assembleia Legislativa, o Sul catarinense também manteve uma bancada expressiva. Guilherme Colombo (PL), advogado de Criciúma, estreia na Alesc depois de conquistar 76 mil votos, a maior votação entre os deputados estaduais eleitos ligados à região. Jessé Lopes (PL), dentista e natural de Criciúma, foi eleito pela primeira vez em 2018 e garantiu mais um mandato com 62 mil votos. Clésio Salvaro (PSD) retorna à Assembleia depois de conquistar 58 mil votos. O ex-prefeito de Criciúma possui uma extensa trajetória política, que inclui passagens anteriores pelo Legislativo estadual e três eleições para comandar a prefeitura criciumense. Pepê Collaço (PP), de Tubarão, garantiu mais um mandato com 57 mil votos. Antes de chegar à Alesc, foi vereador, presidente da Câmara e vice-prefeito e prefeito. Ulisses Gabriel (PL), natural de Turvo e com longa carreira na Polícia Civil, conquistou 48 mil votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa. Tiago Zilli (MDB), natural de Timbé do Sul e com trajetória política construída em Turvo, onde foi vice-prefeito e prefeito, foi eleito com 41 mi votos. Por fim, Rodrigo Minotto (PDT), de Forquilhinha, advogado e administrador, conquistou 28 mil votos. Na Assembleia desde 2015, Minotto garantiu mais um mandato e permanece como um representantes do Sul do Estado no parlamento estadual.
Finais
Jorginho Mello (PL) confirmou o favoritismo das pesquisas e foi reeleito governador de Santa Catarina ainda no primeiro turno. O governador recebeu quase 3 milhões de votos, equivalentes a 69% dos votos válidos, garantindo mais quatro anos à frente do Estado. A vitória foi expressiva diante dos principais adversários. Gelson Merísio (PSB) terminou em segundo lugar, com 15,66%, enquanto João Rodrigues (PSD) ficou na terceira colocação, com 13,35%. O resultado consolida a força eleitoral de Jorginho e do PL em Santa Catarina. Eleito governador pela primeira vez em 2022, Jorginho terá como vice Adriano Silva (Novo), ex-prefeito de Joinville.
O PL conquistou as duas vagas de Santa Catarina ao Senado. Carol De Toni terminou a disputa na primeira colocação, com 2,7 milhões de votos, equivalentes a 34% dos votos válidos. Carlos Bolsonaro ficou com a segunda cadeira, recebendo 2 milhões votos, equivalente a 25%. Esperidião Amin (PP), que buscava a reeleição, terminou em terceiro, com 1,2 milhão votos (15%). Décio Lima (PT) alcançou 823 mil votos (10%), seguido por Afrânio Boppré (PSOL), e Antídio Lunelli (MDB). Com o resultado, o PL passa a ocupar as duas cadeiras catarinenses que estavam em disputa em 2026. No que diz respeito à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) fez 67% dos votos e Lula da Silva (PT) 25%.










