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Seis votos, dificuldades na biometria e longas filas: eleitores enfrentam demora para votar

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Longas filas e demora para votar marcaram o primeiro turno das eleições de 2026, neste domingo (4), em diferentes regiões do Brasil. Eleitores enfrentaram espera superior a uma hora em algumas seções, em um dia que exigiu seis escolhas na urna e teve relatos de dificuldades na identificação biométrica e problemas em equipamentos.

O cenário foi registrado em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza. A concentração de eleitores em determinados horários também esteve entre os fatores apontados para a lentidão. As causas variaram conforme o local, sem que uma única explicação pudesse ser aplicada a todas as filas.

Espera superior a uma hora

Em São Paulo, eleitores do Colégio Caritas, na zona sul, aguardaram mais de uma hora após um problema em uma urna. Também houve relatos de demora no Colégio São Bento, no centro da capital.

No Rio de Janeiro, a Escola Municipal Albert Schweitzer, em Laranjeiras, registrou filas superiores a uma hora. Em Belo Horizonte, eleitores também relataram espera acima desse tempo. Já em Fortaleza, dificuldades relacionadas à identificação biométrica prejudicaram o fluxo na creche Paulo César Feitosa, onde a espera chegou a cerca de 35 minutos, segundo reportagem da Folhapress publicada pelo jornal O Tempo.

Seis escolhas exigiram mais atenção

Neste ano, os eleitores precisaram confirmar seis votos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. As duas vagas para o Senado acrescentaram uma escolha à sequência de votação em comparação com 2022.

A quantidade de escolhas exige tempo para digitar os números, conferir os candidatos e confirmar cada voto. Para agilizar esse processo, a Justiça Eleitoral recomendou levar os números anotados em uma “colinha” de papel.

Na etapa anterior à entrada na cabine, dificuldades no reconhecimento das impressões digitais também podem exigir procedimentos adicionais de identificação. O Tribunal Superior Eleitoral esclarece, porém, que a falta de reconhecimento biométrico não impede o voto, pois existem alternativas para confirmar a identidade do eleitor.

Em Balneário Gaivota, filas continuavam às 17h

No Extremo Sul catarinense, um exemplo da demora foi registrado na Escola Municipal Tavane Graeff Costamilan, em Balneário Gaivota. Conforme relato recebido pelo Portal C1, as filas ainda eram longas quando o relógio marcou 17h, e foram distribuídas senhas aos eleitores que aguardavam.

O relato também menciona dificuldades na leitura biométrica. Não há confirmação da Justiça Eleitoral sobre o peso desse fator na demora registrada na escola.

Horário de encerramento não retirou o direito ao voto

Apesar do encerramento previsto para as 17h, pelo horário de Brasília, quem já estava na fila nesse momento manteve o direito de votar.

Nessas situações, os mesários identificam as pessoas presentes e distribuem senhas, começando pelo último eleitor da fila. O atendimento continua até que todos os identificados tenham exercido o voto, mesmo após o horário regular de encerramento.

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