Rolando Christian Coelho, 18/10/2021
Boeira diz não ver espaço na majoritária do PP
Ex-deputado federal Jorge Boeira diz que não consegue ver espaço para si numa eventual chapa majoritária do Progressistas, seu partido. De acordo com ele, o projeto da legenda para 2022 está se encaminhando de forma pragmática, e não partidária. Conforme Boeira, como as discussões para a composição da majoritária não estão vocacionadas somente para os atuais quadros do partido, “fica muito difícil de se construir um projeto interno para o ano que vem”.
Por óbvio que o ex-deputado se refere à aproximação que seu partido vem mantendo com o governador Carlos Moisés da Silva (S/P), o que inclui a esperança de vários caciques da legenda de ter o mandatário do Estado como seu filiado para o pleito de 2022. Na pior das hipóteses, os mesmos caciques apostam na filiação de Carlos Moisés a um partido neutro, como é o caso do Republicanos, para que se possa manifestar apoio a ele sem grandes dificuldades.
Basicamente, a esperança de boa parte do Progressistas é a mesma esperança de boa parte do MDB. Há um significativo contingente de líderes emedebistas que também querem a filiação de Carlos Moisés a seus quadros, ou, no mínimo, uma filiação sua a um partido neutro, para que a sigla possa manifestar apoio ao governador sem maiores percalços. Há de se ressaltar, no entanto, que tanto dentro do Progressistas, quando dentro do MDB, há aqueles que não querem a filiação do governador, e tampouco querem manifestar apoio a ele ano que vem.
Zé Milton reafirma proximidade com Carlos Moisés
Durante encontro do Progressistas no sábado, em Sombrio, deputado José Milton Scheffer (PP) fez questão de ressaltar que entrosamento com o governador Carlos Moisés da Silva está de vento em popa. Enfatizou as obras conquistadas para o Sul do Estado através da atual gestão, e deixou a entender que quanto mais próximo seu partido estiver do governador, melhor para o Sul catarinense.
O deputado é um dos líderes progressistas que trabalham pela filiação de Carlos Moisés ao partido, ou, no mínimo, pela manifestação de apoio da legenda a seu projeto de reeleição. Está aí o tal pragmatismo a que se refere o ex-deputado Jorge Boeira.
Boeira diz não ter interesse em disputar Câmara Federal
Ex-deputado federal Jorge Boeira diz não ter nenhum interesse na disputa proporcional do ano que vem. Ressalta que concorrer ao cargo de deputado federal “não faz mais sentido”. Diz manter interesse na majoritária, que inclui as eleições para governador, vice e senador. Enfatiza, no entanto, como já ressaltado, que não vê este espaço no Progressistas.
Questionado se poderia postular a majoritária por outra legenda, Boeira tangencia. Diz que é um assunto que não se pode tratar de afogadilho. “É coisa para se ver lá na frente”, comenta, mas sem explicitar que pretenda sair de seu partido para disputar o Governo do Estado por outra legenda.
No Sul, PP e MDB convergem para Carlos Moisés
Especificamente no Sul do Estado, é nítido o desejo que lideranças do Progressistas e do MDB mantêm em relação a uma parceria com o governador Carlos Moisés da Silva para o ano que vem. O deputado estadual José Milton Scheffer (PP), por exemplo, é o atual líder do governo na Assembleia Legislativa. Só não é Secretário de Estado da Agricultura porque não quer.
Já o deputado estadual Luiz Fernando Vampiro (MDB) é o atual Secretário de Estado da Educação. A deputada estadual Ada de Luca (MDB), pro sua vez, mantém amizade pessoal com Carlos Moisés. Ambos atuaram juntos na Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, em gestões estaduais passadas.
Amin e Antídio podem atrapalhar planos do governador com PP e MDB
O problema de Carlos Moisés da Silva para 2022 não é nem de longe o Progressistas e o MDB do Sul catarinense, muito pelo contrário. No entanto, os caciques dos dois partidos, de várias outras regiões do Estado, estão vocacionados a outros projetos. Se o presidente Jair Bolsonaro de filiar ao Progressistas, por exemplo, a bola fica picando para que o senador Esperidião Amin dispute o governo pelo partido.
Já no MDB, se Antídio Lunelli anunciar uma aliança com PSDB, PSD e Podemos, o que não é nada difícil, os desdobramentos internos em seu partido afastariam de imediato a legenda da base de apoio da atual gestão estadual.










