A vingança é um dos sentimentos mais abjeto que a mente humana possa abrigar. Devemos fazer de tudo para evitá-la, o que nem sempre se consegue. O que é muito triste para o autor e à vítima. Ela fere profundamente alguém que venha a ser alvo dela. Na maioria das vezes não são agressões violentas, mas pequenas maldades como, por exemplo, a calúnia, a difamação ou uma fofoca. Ainda assim, ferem e magoam profundamente.
A vingança já foi punição imposta a infratores da lei, como é o caso do Código de Hamurabi, da Babilônia (1.700 a.C.), que estabelecia como pena o princípio do “olho por olho, dente por dente”. Para teres uma ideia da sua crueldade, vejas um exemplo: “Se um pedreiro construía uma casa e o teto dela desabava sobre o filho do morador, matando-o, o filho do construtor deveria morrer da mesma forma”. Com a evolução da humanidade, as leis se tornaram mais brandas. Hoje, as penas têm um cunho que visa não só punir, como também educar e servir de exemplos aos indivíduos com tendência criminosa.
Ninguém é perfeito. Nascemos com componentes de bondade e de maldade nas nossas mentes. Uns com mais, outros com menos. É com o decorrer do tempo, através da educação familiar, pedagógica e religiosa, que vamos aprendendo a cultivar mais a bondade e o perdão, do que a maldade. Nem sempre se consegue, em face das características personalíssimas. Por isso, passamos a vida toda nos educando, pelo estudo e pela prática da ética, da filosofia e das religiões. A música, a literatura, a poesia, a arte e as caminhadas nos ajudam muito a refletir.
Temos que ter muita atenção com os nossos filhos, netos e outras crianças ou adolescentes sob nossos cuidados. O culto da violência está na moda. Filmes, novelas, e joguinhos daqui e dali trazem grande quantidade da prática da violência. Muitos tendo como pretexto a vingança. Temos que acompanhar o que eles estão vendo. Não proibi-los de todo, mas para que não sejam estes seus principais tipos de entretenimento. É importante que eles saibam que a maldade e o perigo existem, para que não sejam ingênuos. Temos que orientá-los com muita clareza, fazendo-os distinguir o certo do errado. Destacando-se sempre a vingança como abominável, típica de pessoa de má índole.
Hoje em dia vê-se um grande número de pequenos delitos e crimes cometidos até por adolescentes. Quando adultos, a coisa piora. Cometem-se crimes com extrema facilidade. Muitos por motivos banais. Mais estarrecedor: dentro das próprias famílias, em especial contra mulheres e crianças. Tá aí o feminicídio. Quase sempre tendo como causa a vingança. Passado o ódio, vem o arrependimento e o remorso, o que causa um sofrimento insuportável ao criminoso. Confúcio tinha uma frase muito inteligente: “Antes de embarcares em uma vingança, cave duas covas”. Quem sabe esta singela crônica chegou em boa hora para ti, hein, meu irmão?








