Fenômeno é provocado principalmente pela condensação da umidade do ar em superfícies mais frias e pode deixar pisos bastante escorregadios
Em períodos de muita chuva e umidade elevada, uma situação curiosa costuma chamar a atenção dentro das casas: mesmo sem goteiras ou infiltrações aparentes, o chão fica molhado e as paredes parecem “suar”.
O fenômeno está relacionado principalmente à condensação. Em dias muito úmidos, o ar carrega grande quantidade de vapor d’água. Quando esse ar entra em contato com superfícies mais frias, como pisos de cerâmica, porcelanato e determinadas paredes, parte dessa umidade se transforma em pequenas gotas de água.
É semelhante ao que acontece do lado de fora de um copo com bebida gelada: a água que aparece na superfície não atravessou o copo, mas veio da umidade presente no próprio ar.
Abrir ou fechar as janelas?
Embora abrir portas e janelas seja normalmente recomendado para combater a umidade, durante períodos de chuva intensa e ar externo muito úmido isso pode não resolver e, em algumas situações, até aumentar a condensação.
Quando o ambiente externo estiver muito úmido, o ideal é reduzir a entrada desse ar e favorecer a circulação interna com ventiladores. Aparelhos de ar-condicionado no modo “Dry”, quando disponível, também ajudam porque retiram parte da umidade do ambiente.
Quando a chuva diminuir e o ar externo estiver mais seco, abrir portas e janelas volta a ser importante para renovar e ventilar a casa.
Atenção aos pisos
Além do desconforto, o fenômeno exige cuidado. Pisos de cerâmica e porcelanato podem ficar extremamente escorregadios, aumentando o risco de quedas.
Se a umidade permanecer mesmo depois da melhora do tempo ou aparecer concentrada sempre nos mesmos pontos das paredes, entretanto, vale investigar outras causas, como infiltrações, vazamentos ou problemas de impermeabilização.
Portanto, em uma sequência de dias muito chuvosos, encontrar paredes e pisos “suando” não significa necessariamente que exista uma infiltração: às vezes, é simplesmente a umidade que estava no ar tornando-se água diante dos nossos olhos.









