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Deputado Padre Pedro propõe projeto de lei para regulamentar segurança no balonismo em Santa Catarina

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O deputado estadual Padre Pedro Baldissera (PT), presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), protocolou nesta segunda-feira (23) um projeto de lei que estabelece requisitos de segurança para a prática de balonismo no estado. A iniciativa surge em resposta direta ao trágico acidente ocorrido no último sábado (21), em Praia Grande, que vitimou oito pessoas e deixou 13 feridos.

O acidente expôs de forma dramática a necessidade de uma regulamentação estadual mais rigorosa para o balonismo”, afirmou o deputado. Padre Pedro destacou que, mesmo com as investigações em andamento, já é possível identificar falhas estruturais e operacionais que exigem ação legislativa imediata. Segundo ele, o projeto foi elaborado com base nas informações preliminares do acidente e busca incorporar medidas que previnam novas tragédias.

Propostas do projeto

O projeto de lei apresentado propõe uma série de normas e obrigações para as operadoras de balonismo que atuam em Santa Catarina. Entre os principais pontos, estão:

  • Registro obrigatório na Defesa Civil estadual e nos municípios onde operam;

  • Manutenção de seguro de responsabilidade civil vigente;

  • Testes funcionais obrigatórios de equipamentos de segurança, com destaque para extintores de incêndio;

  • Comunicação permanente com a Defesa Civil estadual;

  • Uso de equipamentos obrigatórios como rádio comunicador, GPS, kit de primeiros socorros e paraquedas reserva (para voos comerciais);

  • Treinamento semestral obrigatório para pilotos e tripulantes em procedimentos de emergência.

Além disso, os operadores deverão apresentar plano de voo com antecedência mínima de 24 horas à Defesa Civil estadual e estarão proibidos de realizar voos em condições meteorológicas adversas ou sobre áreas densamente povoadas sem autorização e análise de risco.

O projeto também proíbe o transporte de materiais inflamáveis no compartimento de passageiros.

Penalidades previstas

O descumprimento das normas poderá acarretar quatro tipos de penalidades, conforme a gravidade da infração:

  1. Advertência escrita, para irregularidades leves com prazo de correção de até 48 horas;

  2. Multa entre R$ 5 mil e R$ 50 mil;

  3. Suspensão temporária das atividades, de 30 dias a 1 ano, em casos de reincidência ou risco grave;

  4. Suspensão definitiva, nos casos de reincidência com risco iminente à vida.

Fiscalização em quatro níveis

A fiscalização das normas será dividida entre quatro esferas:

  • Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): aspectos técnicos e aeronáuticos;

  • Defesa Civil estadual: exigências legais, alertas meteorológicos, cadastro de balões e pilotos, e vistorias trimestrais;

  • Corpo de Bombeiros Militar: segurança e emergência;

  • Municípios: uso do espaço urbano e autorização para sobrevoo em áreas habitadas.

“Tributo às vítimas”

Padre Pedro destacou que o objetivo do projeto não é inibir a prática do balonismo, mas sim garantir que a atividade turística e econômica seja compatível com a preservação da vida humana. “A rápida aprovação do projeto será um tributo às vítimas do acidente de Praia Grande. Vamos transformar a dor em prevenção, garantindo que tragédias como essa não se repitam em nosso estado”, concluiu.

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