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Furtos de animais preocupam donos em Balneário Gaivota e Passo de Torres

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Nos últimos dias, pelo menos duas pessoas reclamaram do furto de cavalos em Balneário Gaivota. Um deles é Carlos Davi Matos, que descobriu que o seu animal tinha desaparecido quando foi buscá-lo para mais um dia de trabalho. Ele carregava lenha para entrega, em uma carroça.

O cavalo adquirido por Carlos havia seis anos, ficava em um piquete fechado, longe da residência da família, na Lagoa de Fora. O ladrão cortou a cerca de arame para cometer o crime.

“Eu paguei R$ 2 mil por ele, era o meu peão. Agora tenho que puxar a lenha nas costas”, diz o proprietário.

Como o serviço ficou mais difícil e paga aluguel da casa onde mora, Carlos não sabe quando poderá comprar outro animal.

Segundo ele, apesar de ter Estrelo, era assim que o cavalo se chamava, para o trabalho, o bicho era bem tratado. “Nunca judiei dele, era gordo e só carregava carga que suportava. Só de pensar que podem ter matado ele, me dá uma coisa ruim”, finaliza.

Em Passo de Torres, outro homem passou a semana passada inteira em busca de informações sobre seus animais furtados. A família de Santelmo Olivo tem um sítio na localidade de Furacão, onde criava cabritos, até oito deles serem furtados. Os bandidos cortaram um cadeado grande com corrente e devem ter utilizado um veículo para retirar os animais do local.

Santelmo ia ao sítio a cada dois dias alimentar e cuidar dos cabritos. “A gente não tinha eles pra vender ou matar, era por gosto só. Nunca vendemos nem um”, conta. Sua maior mágoa foi o furto de Betino, um cabrito criado na mamadeira por Santelmo depois que a cabra teve um problema no parto. “Ele era como um cãozinho de estimação, extremamente dócil”, lamenta.

Depois do furto, sobraram cinco animais na propriedade.

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