Entre os dias 12 e 16 deste mês, os municípios do território do Geoparque Cânions do Sul receberão a visita de dois profissionais, um mexicano e um português, que vão aferir se o território cumpre os requisitos para fazer parte da Rede Mundial de Geoparques da Unesco (Global Geoparks Network).
Os avaliadores são geólogos experientes, reconhecidos na gestão de geoparques, e terão como tarefa coletar provas de que o trabalho, focado na conservação do patrimônio geológico e cultural, na educação e no turismo sustentável, foi realizado com os moradores e agentes locais.
Durante a visita, os avaliadores conhecerão geossítios, exposições culturais e mostra de produtos locais. Eles também se reunirão com prefeitos, comitê científico e equipe técnica, e serão acompanhados por pesquisadores especialistas em diferentes áreas.
“É o momento de consolidar o trabalho que foi realizado até agora, avaliar o que pode ser melhorado e concentrar esforços para seguirmos executando ações consistentes em prol da região. Esta missão brinda a dedicação de todos que fazem parte da trajetória em busca do reconhecimento como Geoparque Mundial”, declara Carlos Souza, prefeito de Torres e presidente do Consórcio Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul.
Com o reconhecimento da região como Geoparque Mundial da Unesco, novas oportunidades de divulgação, incentivo à pesquisa científica, valorização do turismo sustentável e outros benefícios são esperados.
O relatório produzido pelos avaliadores é fundamental para que o Conselho de Geoparques da Unesco possa concluir sobre o título. O resultado sobre a chancela será anunciado no próximo ano.
Região tem quatro municípios no Geoparque
O Geoparque Cânions do Sul é formado por sete municípios, com área total de 2.830 km2 e cerca de 74 mil habitantes. Fazem parte, os municípios de Cambará do Sul, Mampituba e Torres, no Rio Grande do Sul; e Praia Grande, Jacinto Machado, Morro Grande e Timbé do Sul, em Santa Catarina.
No Brasil, há apenas um dos 169 geoparques reconhecidos no mundo, o Geoparque Araripe, no Ceará.
A concepção de um projeto de Geoparque entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul começou a ser idealizada em 2007, por iniciativa do prefeito de Praia Grande (SC), na época, João José de Matos. A proposta envolvia seis municípios da região, sendo três de Santa Catarina e três do Rio Grande do Sul. Em 2009, o projeto Geoparque passou a ser liderado pela parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), de Araranguá e Amesc. Nessa época, o território do projeto foi ampliado para 19 municípios.

Entre 2010 e 2011, aconteceram os primeiros estudos para iniciar o inventário dos geossítios, e em 2014, com o amadurecimento do projeto, a área do Geoparque foi reduzida para os atuais sete municípios.
Em abril de 2017, o processo avançou para a criação oficial do Consórcio Público Intermunicipal Caminhos dos Cânions do Sul, órgão responsável pela gestão do projeto, formado pelos sete municípios que compõem o território. E, em 2019, o Consórcio enviou à Unesco o dossiê oficializando o processo de candidatura.










