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Golfinho resgatado em Balneário Gaivota é escoltado de Araranguá até Florianópolis para reabilitação

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Fêmea de aproximadamente 1,60 metro foi encontrada encalhada no Litoral Sul; PRF realizou escolta especial pela BR-101 para garantir segurança e reduzir o estresse do animal durante a viagem

Um golfinho resgatado após ser encontrado encalhado em Balneário Gaivota mobilizou uma operação especial nesta segunda-feira (14). O animal foi transportado de Araranguá até Florianópolis, com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), para dar continuidade ao processo de recuperação.

A fêmea, com aproximadamente 1,60 metro de comprimento, foi localizada durante o fim de semana em uma praia de Balneário Gaivota. O resgate foi realizado pela Educamar, organização que atua no atendimento e resgate da fauna marinha no Litoral Sul de Santa Catarina.

Após a avaliação realizada pelos biólogos, a equipe constatou a necessidade de transferir o golfinho para uma estrutura especializada. O destino escolhido foi o Centro de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos, localizado no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis.

Viagem exigiu cuidados especiais

Por se tratar de um animal marinho transportado fora d’água, o deslocamento pela BR-101 exigiu uma série de cuidados. Policiais rodoviários federais realizaram a escolta durante a tarde para proporcionar uma viagem mais segura e estável.

Durante o percurso, foi necessário manter velocidade constante e evitar solavancos, freadas e curvas bruscas, reduzindo ao máximo o estresse e a agitação do mamífero. A condução cuidadosa também permitiu que a equipe responsável mantivesse o animal devidamente hidratado durante a viagem.

Essas condições foram consideradas fundamentais para preservar o estado de saúde do golfinho até a chegada à Capital.

Reabilitação pode durar cerca de um mês

Em Florianópolis, o animal ficará em uma estrutura que dispõe de piscinas compatíveis com seu porte, possibilitando acompanhamento especializado e melhores condições para o tratamento.

A expectativa é de que o processo de reabilitação possa levar cerca de um mês, dependendo da evolução do quadro apresentado pela fêmea.

Se a recuperação ocorrer conforme o esperado e os especialistas considerarem que o animal reúne condições para sobreviver novamente no ambiente marinho, o último capítulo da operação será também o mais aguardado: o golfinho será devolvido à natureza.

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