As chuvas intensas registradas na última semana, entre os dias 21 e 23 de setembro provocaram danos em diferentes regiões de Meleiro. Em apenas 12 horas, o município registrou mais de 140 milímetros de chuva. O levantamento realizado pela Prefeitura aponta R$ 4.767.086,60 em prejuízos estimados, somando danos na infraestrutura pública e perdas na produção agropecuária.
Ao todo, 1.168 pessoas foram afetadas e mais de 290 famílias, que tiveram o acesso às localidades onde vivem interrompido. Também foram registrados oito desalojados, 12 moradores afetados pelo destelhamento de três casas e outras oito pessoas que tiveram água dentro de duas residências no Baixo Imigrantes. O abastecimento por poços também foi prejudicado pela turbidez da água.
Na infraestrutura municipal, foram contabilizados 8,4 quilômetros de estradas rurais danificadas, 50 metros de rua pavimentada afetada e 20 tubos de drenagem perdidos. Os danos representam um prejuízo estimado de R$ 585.046,60 em materiais e patrimônio público.
A produção agropecuária concentrou a maior parte das perdas. Foram atingidos 300 hectares de arroz, 12 hectares de milho e oito hectares de fumo, além de uma perda estimada de oito mil litros de leite em razão dos danos às pastagens.
Desassoreamento ajudou no escoamento
Diante do volume de chuva, a Defesa Civil de Meleiro avalia que o desassoreamento do Rio Manoel Alves contribuiu para melhorar o escoamento da água e reduzir os impactos das cheias, principalmente na área central do município, que segundo o coordenador da Defesa Civil, João Francisco Nazário, era afetada de forma expressiva em inundações e enchentes.
O trabalho foi realizado a partir de licença concedida pelo Governo de Santa Catarina. “Tivemos uma quantidade muito grande de chuva em um curto período e conseguimos perceber a importância desse trabalho. O desassoreamento ajuda a melhorar o escoamento do rio e contribui para reduzir os impactos das cheias em locais que historicamente apresentam problemas”, afirma.
Além de contribuir para o escoamento, as pedras retiradas do leito do rio estão sendo reaproveitadas pelo município na preparação de bases em diversas localidades. A retirada do material possibilitou a execução de mais de 41 quilômetros de base em diferentes pontos de Meleiro.
O prefeito Anderson Scardueli, o Nino, destaca que o trabalho representa uma ação preventiva e também permite o aproveitamento do material em obras de infraestrutura. “É um trabalho que precisa ser feito de forma preventiva. Não podemos esperar a água subir para depois agir. O desassoreamento melhora o curso do rio e ainda permite que o material seja aproveitado em obras que beneficiam diretamente a população”, afirma.









