Moradores da comunidade de Soares, em Araranguá, na divisa com o município de Ermo, voltaram a cobrar providências em relação ao asfaltamento de um trecho de aproximadamente 1.800 metros que, segundo eles, há anos é prometido pelo poder público municipal.
A principal reclamação é a intensa poeira causada pelo grande fluxo de caminhões pesados que utilizam a estrada como desvio da BR-101. Conforme relatos da comunidade, muitos veículos trafegam em alta velocidade, principalmente durante a noite e madrugada, causando transtornos diários, rachaduras em residências e risco constante para crianças, animais e agricultores da região.
O morador Itamar Sávio Cardoso afirma que a situação se arrasta há cerca de quatro anos. Segundo ele, enquanto o trecho pertencente ao município de Ermo já recebeu pavimentação há aproximadamente dois anos, a parte pertencente a Araranguá segue sem solução.
“A gente não aguenta mais a poeira e o descaso. Tem caminhão passando a 80 quilômetros por hora numa estrada rural, onde tem crianças, cachorro, trator e moradores. Está difícil de suportar”, desabafou.
Além do asfaltamento, os moradores também pedem medidas imediatas para redução da velocidade dos veículos, como a instalação de quebra-molas.
As cobranças da comunidade não são recentes. Ainda em 2025, após reclamações ganharem repercussão, moradores receberam respostas de representantes políticos do município indicando que o asfaltamento estaria próximo de acontecer.
Em uma das mensagens encaminhadas à comunidade na época, um assessor ligado ao poder público afirmou:
“Nosso prefeito vai botar o asfalto na frente da tua residência. Vai começar do Campinho e estender até o Soares.”
Também em 2025, um vereador informou aos moradores que existia previsão para o início das obras nos meses seguintes.
“Daqui uns 30 dias a empresa vai começar a fazer o asfalto ali na localidade do Campinho e também lá no cemitério no Soares. A parte que pertence ao município também vai ser feita”, declarou na ocasião.
Outro representante ouvido pela comunidade naquele período afirmou que os recursos já estariam garantidos e que o processo estaria em fase final de liberação e licitação.
“Já tem o dinheiro na Caixa. Agora depende da licitação e da empresa vencedora para começar a obra. A expectativa é iniciar antes do final do mês”, disse.
Agora, em nova manifestação, os moradores afirmam que seguem convivendo diariamente com poeira, barulho, excesso de velocidade e insegurança em uma das principais ligações da comunidade.
Em conversa com a assessoria de imprensa do município nesta semana, a reportagem foi informada de que a rodovia está entre as obras já licitadas e que a ordem de serviço para o início da pavimentação deve ser emitida nas próximas semanas.
Enquanto aguardam o começo efetivo das obras, os moradores dizem esperar que, desta vez, a promessa finalmente saia do papel.










