A disputa deste ano pelo Palácio do Planalto ganhou novos contornos com a divulgação, ontem, da nova pesquisa Quaest, encomendada pelo Jornal e TV Globo. O levantamento confirma que o escritor e candidato Augusto Cury (Avante) se consolidou de vez na terceira colocação isolada, alcançando 10% das intenções de voto e mantendo a tendência já observada em outras sondagens recentes. Com esse avanço, Cury se consolida em definitivo como a alternativa real e viável aos projetos do presidente Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na corrida estimulada do primeiro turno, Lula segue na liderança com 37%, enquanto Flávio se mantém na segunda posição, só que agora com apenas com 29%. O crescimento de Cury é impulsionado por seu desempenho expressivo entre os eleitores independentes, segmento onde já lidera numericamente com 24% das intenções de voto. Completam o quadro da disputa Renan Santos (Missão) com 3%, além de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Pablo Marçal (PRTB), todos com 1% cada.
Se no primeiro turno a liderança de Lula parecia protegida, o cenário de segundo turno revela um jogo duríssimo e de altíssimo risco. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente aparece tecnicamente empatado dentro da margem de erro, registrando 42% contra 41%. A vantagem numérica do petista derreteu para apenas um ponto percentual, transformando a disputa em um duelo de sobrevivência política. O impacto de Augusto Cury também se faz sentir na simulação de repescagem, onde arranca expressivos 34% das intenções de voto contra 40% de Lula, provando que sua força como terceira via veio para ficar.
O termômetro da rejeição mostra que o eleitor brasileiro continua altamente polarizado e impaciente. Flávio Bolsonaro lidera a rejeição com 55%, seguido de perto por Lula, com 53%. Por trás desses índices elevados, pesam o desgaste econômico e a inflação percebida nas ruas: 48% dos eleitores desaprovam o governo federal, contra 45% que aprovam. Além disso, 49% dos entrevistados afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses, e 67% relatam alta no preço dos alimentos. Já Flávio para o preço especialmente do desgaste político de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com 71% dos eleitores afirmando que o voto é definitivo, a corrida eleitoral aponta que outros 29% ainda podem mudar de opinião diante do seu escolhido. É nesta fatia que Augusto Cury está apostando suas fichas. A Quaest entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 30/08 e 01/09; a margem de erro é de 2 p.p, e o nível de confiabilidade de 95%. Registro no TSE: BR-06773/2026.
Finais
O Partido Liberal tem enfrentado uma forte turbulência interna em Santa Catarina, resultado da falta de alinhamento das bases do partido, e de legendas aliadas, com os projetos ao Senado de Carol De Tone e Carlos Bolsonaro. Nos bastidores, muitos líderes do PL, e de partidos afins, têm evitado o pedido de votos simultâneos para os dois. O cenário de racha tem se aprofundado por conta do fato de lideranças locais, aliadas ao governador Jorginho Mello, estarem optando por formar dobradinhas para o Senado com o veterano Esperidião Amin (PP), deixando ou Carlos ou Carol isolados na corrida eleitoral, o que evidencia a falta de alinhamento estratégico dentro do grupo.
Este fato tem gerado revolta especialmente na cúpula do PL. A deputada federal criciumense Júlia Zanatta criticou duramente a preferência de aliados por Esperidião Amin, em detrimento dos nomes da própria aliança política. Para a parlamentar, a postura enfraquece o grupo e desrespeita a coesão bolsonarista. Com o clima pesando, e diante de cobranças públicas por lealdade ao projeto, especialmente os caciques do PL tentam conter a rebelião interna do grupo, antes que o racha nas bases da aliança comprometa a eleição de Carol ou de Carlos. O fato é que tem muita gente querendo transitar na rodovia do bolsonarismo, mas não quer pagar o pedágio necessário para isto.









