Presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, e o do União Brasil, o advogado Antônio Rueda, sinalizaram apoio ao projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dois partidos são um dos tripés do Centrão, grupo político que comanda o Congresso Nacional e grande parte dos ministérios do governo do presidente Lula da Silva (PT).
Este movimento da federação União Progressista, que congrega o União Brasil e o Progressistas, praticamente sepulta a possibilidade do ex-governador mineiro, Romeu Zema (Novo) ser candidato a vice de Flávio Bolsonaro. O mais provável é que a senadora do Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Dias (PP) ocupe esta vaga.
De acordo com Ciro Nogueira e Antônio Rueda, o senador Flávio Bolsonaro só não terá o apoio da federação se permitir que os extremistas de seu partido tomem conta de sua pré-campanha. Em havendo a manutenção do discurso moderado que ele vem mantendo, o apoio estaria garantido, fato que é muito provável que aconteça.
A aliança entre o PL e a federação União Progressistas fatalmente mudaria os encaminhamentos políticos em Santa Catarina, que neste momento colocam estas legendas em grupos opostos. Por aqui, enquanto o PL trabalha pelo projeto de reeleição do governador Jorginho Mello, a federação está aliada ao projeto oposicionista de João Rodrigues (PSD). O ex-prefeito de Chapecó, no entanto, precisará estar aliado do projeto presidencial do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que, por sua vez, fará oposição a Flávio Bolsonaro na esfera federal.
Por conta disto, será natural a intervenção da cúpula nacional do União Brasil e do Progressistas nos diretórios dos partidos em Santa Catarina, buscando um alinhamento com Flávio Bolsonaro, ou, no mínimo, um não alinhamento com João Rodrigues, tema que deixará o senador Esperidião Amim (PP) em uma saia justíssima. Se Amim for obrigado a se aliar a Jorginho Mello praticamente sepulta suas chances de reeleição. O senador, no entanto, pode propor o lançamento de um chapa majoritária da federação, que, poderia até mesmo, contemplar apenas sua própria candidatura. Ainda que isto seja ruim, seria bem menos pior do que ter que apoiar Jorginho e dividir palanque com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, que disputarão o Senado pelo PL.
Finais
- Pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, o empresário paulista Renan Santos irá cumprir agenda política em Santa Catarina nos próximos dias 19 e 23. Ele manterá encontros políticos em 12 municípios do Estado, o que inclui Criciúma, Tubarão, Laguna e Araranguá. O Missão é um desdobramento do Movimento Brasil Livre, o MBL, que, de forma paralela ao bolsonarismo tomou conta das ruas das principais cidades do país a partir de 2014. Francamente vocacionado a defesa do pensamento liberal na política, a legenda defende a diminuição drástica da máquina estatal e a valorização da iniciativa privada, como forma de manutenção harmônica da sociedade. Ao lado do Novo e do PL, o Missão é um partido francamente ligado e apoiado pelo meio empresarial.
- Ex-deputado federal Edson Bez de Oliveira, o Edinho (MDB), está sendo cotado para ocupar a segunda vaga de suplente do senador Esperidião Amin (PP), no projeto de reeleição deste, caso haja a manutenção de uma aliança entre a federação União Progressistas, o PSD e o MDB. Edinho já foi deputado estadual e cinco vezes federal, e fez parte da velha guarda da política catarinense que foi destronada de seus mandatos pelo movimento bolsonarista em 2018. Atualmente ele é Diretor de Relação Institucionais da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, órgão ligado à Câmara dos Deputados. O ex-deputado é de Gravatal, município da região da Amurel. Sua filha, a advogada Leatrice Bez, deverá disputar à Assembleia Legislativa pelo MDB de Tubarão.










