Deputado estadual José Milton Scheffer (PP), e o prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PP), concederão uma coletiva de imprensa amanhã de manhã, a partir das 9h, na sede da Aciva, a Associação Empresarial do Extremo Sul Catarinense, em Araranguá. O objetivo da coletiva é o de formalizar a intenção de ambos de concorrer, respectivamente, aos cargos de deputado federal e estadual ano que vem.
Zé Milton tem trabalhado neste projeto desde o ano passado. Cauteloso, o parlamentar fez questão de ouvir as bases de seu partido em praticamente todos os municípios onde ele foi bem votado na eleição de 2022. Em todas as reuniões promovidas recebeu apoio para o projeto. Cumprindo seu quarto mandato na Assembleia Legislativa, depois de duas passagens pela Prefeitura de Sombrio, o deputado, de fato, precisava dar um passo adiante. Este cenário já havia ficado desenhado na eleição de 2022, ocasião em que ele teria sido eleito deputado federal com os mesmos 56.585 votos que fez como candidato a deputado estadual.
Por óbvio que o cenário para 2026 não será o mesmo de 2022. Cada eleição é uma eleição. No entanto, a federação partidária formada entre o Progressistas e o União Brasil, do deputado federal Fábio Schiochet, e a filiação do suplente de deputado federal do PL Armando Reis, o Coronel Armando, no partido de Zé Milton, acabarão garantindo a eleição de pelo menos dois, e talvez três parlamentares pela aliança. Com potencial para romper a casa dos 80 mil votos, o deputado sombriense provavelmente estará entre os eleitos à Câmara Federal no ano que vem.
Para alicerçar sua candidatura, ele irá contar com o projeto do prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini, que disputará a Assembleia Legislativa pela segunda vez. A primeira foi em 2018, pelo PSD, quando conquistou quase 17 mil votos, depois de uma campanha de afogadilho. Naquela eleição, Evandro foi convidado para se filiar ao DEM para concorrer a deputado estadual. Se tivesse se filiado ao partido, com a mesma votação teria sido eleito no lugar do deputado Ivan Naatz, que hoje cumpre seu segundo mandato pelo PL.
Cumprindo seu quarto mandato de prefeito, e com um projeto bem mais planejado e capilarizado, por conta da força do Progressistas no Sul do Estado, Evandro tem chances mais do que reais de se eleger, fazendo inclusive mais votos na região da Amesc do que Zé Milton fez em 2022, por conta de sua muito boa aceitação junto aos eleitores de Araranguá e Balneário Arroio do Silva, o que já restou provado em sua campanha parlamentar de 2018.
Outro aspecto que beneficiará bastante Evandro Scaini é o quase certo lançamento do médico Irani Alberton como candidato a deputado estadual pelo Progressistas da região de Criciúma. Trata-se de um nome sem lastro político aqui em nossa região, e que, portanto, não roubará votos do prefeito arroiosilvense em seu projeto legislativo ano que vem. Por outro lado, o mercado eleitoral da região carbonífera ficará escancarado para que Scaini possa trabalhar nele.
FINAIS
Senadora catarinense Ivete Appel da Silveira (MDB) assinou o pedido de abertura de processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Com ela, agora são 40 os senadores que querem a cassação de Moraes. Outros 19 senadores já se disseram contrários a cassação, todos eles integrantes da base de sustentação primária do governo Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional. Os demais 22 senadores se dizem indecisos diante da tramitação da iniciativa. Para que o processo avance no Senado Federal é necessária a adesão de 41 senadores. Como já há 40 assinaturas, com mais uma o processo de cassação será oficialmente aberto. Isto, no entanto, não significa a cassação sumária de Alexandre de Moraes. Para que ela se dê, são necessários dois terços dos votos, o que corresponde a 54 senadores. A absoluta maioria dos indecisos, no entanto, são filiados ao Progressistas, União Brasil, MDB e PSD, partidos que têm se afastado cada vez mais da base de apoio de Lula.
E a propalada prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por descumprimento de medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, não foi a primeira que acometeu um ex-Chefe de Estado do Brasil. Todo mundo ainda tem na memória a prisão do ex-presidente Lula da Silva, em 2018, por conta dos desdobramentos da Operação Lava Jato, que levou o petista a ficar 580 dias atrás das grades. Depois de Lula, vale lembrar que o ex-presidente Michel Temer (MDB) também foi preso, em 2019, por conta de desdobramentos da Lava Jato. Temer chegou a ser preso duas vezes, com o intervalo entre as prisões marcados por um habeas corpus. O quarto ex-presidente do Brasil preso foi Fernando Collor de Mello. Sua prisão aconteceu em abril desde ano, após ter sido condenado a quase 9 anos em regime fechado, por corrupção. Collor usava sua influência no Senado para indicar diretores da Petrobrás. A pena foi convertida em prisão domiciliar, que está em cumprimento.