De Brusque a Blumenau, o barulho dos teares ainda dita o ritmo da economia catarinense. É dessa realidade que responde por milhares de empregos e sustenta o título de Santa Catarina como um dos pilares industriais mais fortes do Brasil, que o senador Jorge Seif (PL/SC) retoma o mandato na terça-feira (1°), após a licença – período em que o suplente Hermes Klann ocupou a cadeira. Seif volta com posicionamento em defesa da indústria nacional sob a ótica da escala 6X1 e a “taxa das blusinhas”. Duas pautas que afetam diretamente a indústria, o comércio e o mercado de trabalho brasileiro.
Seif é contrário tanto à PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1, quanto à MP 1.357/2026, que zerou o Imposto de Importação para compras de até US$ 50, a chamada taxa das blusinhas. Para o senador, as duas medidas, se aprovadas sem ponderação, penalizam justamente o setor que mais emprega em Santa Catarina. Em 2024, ao defender a cobrança sobre compras internacionais de baixo valor, afirmou: “Sou representante de um dos estados mais industrializados do país, que mais produz têxteis. Não sou a favor de aumento de impostos. Agora, se quer concorrer no Brasil, tem de ser com normas e regras igualitárias”.
A preocupação ganhou ainda mais peso nos últimos dias, quando o Congresso voltou a discutir a medida provisória que elimina o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A indústria nacional alerta para os efeitos da concorrência com produtos estrangeiros e estima que a manutenção do fim da cobrança possa colocar empregos e produção em risco. Para Seif, a discussão passa pela defesa de quem produz no Brasil e, especialmente, pela proteção de uma cadeia industrial que tem forte presença em Santa Catarina.
Fim da escala 6X1
Outro assunto que estará no radar do senador é a proposta de fim da escala 6×1. Seif critica a urgência em votar a proposta antes da eleição. “Lógico que defendo o descanso do trabalhador, mas esse assunto é muito sensível e pode ir contra regras que criem desequilíbrio e prejudiquem tanto o trabalhador quanto quem produz e emprega no Brasil. Cada caso deve ser analisado, mas a esquerda tem pressionado para aprovar com uma postura de má fé com intenções eleitoreiras”, afirma.
O parlamentar defende que uma eventual mudança precisa considerar as particularidades de cada setor e diz que não existe uma fórmula única que sirva para todos havendo a necessidade de ouvir trabalhadores e empregadores. “É necessário construir uma solução que respeite as características de cada atividade. A rotina do agronegócio é condicionada pelo clima, pelos ciclos de produção e pelas safras; o comércio depende dos horários de funcionamento e do movimento dos consumidores; enquanto o turismo tem períodos de alta temporada, fins de semana e feriados como momentos essenciais para a atividade”, exemplifica.









