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Rolando Christian Coelho | Sem companheiro, Amin perderá feio para Carlos e Carol

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Senador Esperidião Amin (PP) ainda não se convenceu que precisará de um companheiro de chapa, ao Senado Federal, para tentar viabilizar seu projeto de reeleição. Ele tem jogado com a possibilidade de receber o segundo voto especialmente dos eleitores de Carol de Toni (PL) e de Décio Lima (PT), na briga pela Câmara Alta, e que isto, por si só, bastaria para assegurar seu objetivo.

O fato é que Carol de Toni e Carlos Bolsonaro têm liderado de forma disparada as pesquisas de intenção de votos na disputa pelo Senado, fazendo dobradinha em praticamente 100% de seus votos. Na prática, o eleitor que tem predileção por Carol, acaba dando o segundo voto para Carlos, e o que vota preferencialmente em Carlos, dá o segundo voto a Carol. O fato é que, desta equação, não sobra o segundo voto para Amin, que, por sua vez, por não ter um companheiro de chapa ao Senado, faz com que o eleitor que tenha apreço por ele acabe destinando o segundo voto à Carol ou a Carlos Bolsonaro, lhes dando ainda mais chances de eleição.

Para que Amin tenha alguma chance no pleito deste ano é fundamental que o eleitor que votar nele não vote nem em Carol, nem em Carlos. Para que isto aconteça, o senador precisa oferecer ao seu eleitor uma segunda opção de voto, alguém que também concorra ao Senado Federal pela aliança do pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD).

Ainda assim, a situação de Esperidião Amin não é das melhores. E não o é por um motivo bastante simples: ele está inserido em um grupo político que é uma verdadeira colcha de retalhos, composta por líderes que vão desde a esquerda raiz, como é o caso da ex-deputada estadual Ada de Luca (MDB), até bolsonaristas ferrenhos, como é o caso do próprio João Rodrigues. Trata-se de um grupo que se uniu não por vontade própria, mas porque não foi acolhido pelo governador Jorginho Mello (PL). Se Jorginho tivesse mantido o MDB como seu vice, e destinasse para Amin a vaga de Carol de Toni, provavelmente João Rodrigues nem disputasse o governo. Trata-se, portanto, de uma unidade derivada da ocasião, não de convicção. Mesma falta de convicção que fará com que o grupo não entre em campo para o tudo ou nada por Esperidião Amin.

Finais

  • Vereador araranguaense Samuel Nunes, o Samuca (União), retirou sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa. No ano passado ele havia se lançado como pré-candidato à Câmara Federal, mas depois refez o projeto, focando no parlamento estadual. O União Brasil, no entanto, integra a federação União Progressistas, e o Progressistas terá o ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini, também como candidato a deputado estadual. Para evitar conflitos internos, o União Brasil acabou não estimulando a candidatura de Samuca, para não atrapalhar o projeto de Scaini. Do mesmo modo, em outras regiões do Estado, o Progressistas irá realocar candidaturas suas para não atrapalhar projetos do União Brasil. Tudo pela paz em casa.
  • Uma pesquisa qualitativa realizada pelo Data Folha revelou dados bastante interessantes sobre a percepção do eleitor brasileiro a respeito do presidente Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos candidatos ao Palácio do Planalto neste ano. Em linhas gerais, no que diz respeito aos dois, o eleitor acha que Lula é o mais preparado, que mais fala a verdade, que mais tem a cara do povo, e que mais tem Deus no coração. Já Flávio é visto como o que mais enfrentará a violência, que será mais autoritário, mais moderno, mais inovador e o menos corrupto. Em linhas gerais, Lula parece passar mais confiança ao eleitor, mas o mesmo eleitor parece ver em Flávio o nome ideal para que o país dê um passo adiante.
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