PolíticaRolando Christian CoelhoGoverno aciona PGR após Lula associar catarinenses a Hitler

Governo aciona PGR após Lula associar catarinenses a Hitler

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O Governo de Santa Catarina formalizou uma representação criminal contra o presidente Lula da Silva (PT) junto à Procuradoria-Geral da República. A ação, movida pela Procuradoria-Geral do Estado, sustenta que o presidente cometeu crime ao proferir declarações ofensivas contra os catarinenses durante um evento realizado na última sexta-feira, em Itajaí. De acordo com o governo estadual, as palavras de Lula foram preconceituosas e atacaram de forma generalizada toda a população do Estado, extrapolando o limite do debate político. A base da reclamação está na Lei do Racismo, que pune qualquer tipo de discriminação, seja por raça, religião ou pela origem regional das pessoas.
O governo catarinense argumenta que, ao atacar a população de forma coletiva, o presidente desrespeitou uma norma fundamental que visa impedir que brasileiros sejam marginalizados ou tratados com inferioridade apenas por terem nascido ou residirem em determinada região do país.
Segundo o documento enviado à Procuradoria-Geral da República, o presidente tratou os catarinenses como um grupo homogêneo, rotulando a população com acusações de racismo e associando os moradores ao nazismo e a um ideário de segregação, o que, para o Estado, tem o potencial de gerar ódio e preconceito contra os catarinenses perante o restante do Brasil, criando uma divisão prejudicial à harmonia entre os entes da Federação.
Através da representação, o Governo do Estado solicita que o Ministério Público Federal abra uma investigação sobre o caso e, caso veja indícios suficientes, denuncie o presidente ao Supremo Tribunal Federal, sob a premissa de que a iniciativa é uma resposta necessária para defender a honra da população do Estado e garantir que o respeito seja mantido entre as diferentes regiões brasileiras.
O conflito teve início quando, durante um discurso para apoiadores, Lula afirmou que o racismo prevalece em Santa Catarina, avançando para a associação direta entre os habitantes do Estado, a figura de Adolf Hitler e o nazismo, utilizando termos como hegemonia branca e da ignorância, além de estabelecer um contraste marcado entre sua própria origem nordestina e a postura dos governantes e do povo catarinense, o que o Estado entende como uma ofensa que fere a paz pública e os valores de igualdade previstos na Constituição.
𝗙𝗶𝗻𝗮𝗶𝘀
Deputada federal Geovânia de Sá (REP) não terá vida fácil nas eleições deste ano. O Republicanos vem contando com a eleição de dois deputados federais, mas o partido terá pelo nos quatro nomes muito fortes disputando a Câmara Federal nas eleições de outubro. Uma das vagas já é considerada certa para o ex-presidente da legenda, o deputado federal Jorge Goetten. Sobraria, então, outra vaga, que deverá ser endereçada ou a Geovânia de Sá, ou ao também deputado federal Darci de Matos, ou ao jornalista Paulo Alceu, que tem uma densidade eleitoral bastante grande na Grande Florianópolis. A deputada criciumense está no jogo, mas precisará ultrapassar os 80 mil votos para começar a ter chances de reeleição.
Ex-primeira dama, Michele Bolsonaro, que era até ontem a presidente nacional do PL Mulher, anunciou que não irá mais disputar o Senado pelo Distrito Federal. A motivação seria seu desentendimento público com o senador Flávio Bolsonaro, que é o pré-candidato a Presidência da República pelo partido. Não é de hoje que Michele bate de frente com os filhos do primeiro casamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas isto nunca havia ficado tão explícito como em sua última investida contra Flávio, o que acabou rendendo até mesmo dois longos vídeos de vitimização. O que se percebe é que Michele quer ser política mas não quer seguir as regras da política, em especial a regra número um, que da conta justamente que a política é a arte de engolir sapos.
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