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Rolando Christian Coelho | SC terá 32% menos candidatos do que em 2026

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As eleições de 2026 em Santa Catarina registraram uma queda expressiva no número total de candidaturas, à Assembleia Legislativa, e à Câmara Federal, em comparação ao pleito de 2022. Na eleição passada tivermos 931 candidatos disputando os cargos de deputado estadual e federal, contra 637 candidaturas no pleito deste ano.

Deste universo, 401 candidaturas são de homens, e outras 236 são de mulheres, gênero que passou a representar 37% do total de candidatos, contra 34% de 2022.
Analisando a divisão por instâncias legislativas, a Assembleia Legislativa reúne 408 candidaturas no total, sendo 270 homens e 138 mulheres, enquanto a disputa pela Câmara dos Deputados concentra 229 nomes, divididos entre 131 homens e 98 mulheres.

No âmbito das chapas majoritárias, o pleito de 2026 traz mudanças significativas, se destacando a presença de uma mulher na cabeça de chapa para o Governo do Estado, cenário este ausente em 2022, além de três candidatas a vice-governadora e cinco mulheres postulando vagas ao Senado Federal, totalizando 253 candidaturas femininas somadas todas as esferas.

O mapeamento partidário revela as diferentes estratégias das legendas catarinenses na montagem de suas chapas proporcionais. Entre os partidos e federações com maior volume total de candidatos se destacam o Podemos, com 57 candidaturas totais, a Federação União Progressista, com 56, o PL, com 55, o Novo, com 54, e a Federação Brasil da Esperança, com 49. Em contrapartida, as siglas com menor número de nomes na disputa geral são PCO, PSB, PSTU e Unidade Popular, todas com apenas dois candidatos cada, seguidas pelo Agir com seis. No recorte específico das candidaturas femininas, os maiores grupos de candidaturas de mulheres estão concentradas na Federação Brasil da Esperança, com 22 nomes, na Federação União Progressista, com 21, no Podemos, com 21, no Novo, com 20, e na Federação PSOL-Rede, com 18. Já no polo oposto, o menor número de candidaturas femininas é ocupado pelo PCO, PSB, PSTU e Unidade Popular, com apenas um mulher cada como candidata por partido; e pelo Agir, com duas candidaturas femininas.

É interessante observar que, apenas do discurso histórico em defesa dos direitos das mulheres, a prática eleitoral de vários partidos de esquerda em Santa Catarina revela uma contradição preocupante que afasta a teoria da realidade das urnas. Legendas de menor estrutura desse campo político, como PCO, PSB, PSTU e Unidade Popular, registraram apenas dois candidatos no total, limitando a presença feminina a uma única candidatura por sigla. Ironicamente, dos dez partidos ou federações que mais apresentaram candidaturas femininas em nosso Estado neste ano, sete são partidos de direita.

Do total de candidaturas proporcionais, os partidos de direita deram mais espaço para as candidaturas de mulheres, de mulheres negras, e de homens negros, do que os partidos de esquerda.

Finais

Em nossa região, por ora, teremos três candidaturas femininas. Morgana Daniel, de Araranguá, disputará a Câmara Federal pelo Novo. Já a Assembleia Legislativa será disputada por Tatiane Santana, também do Novo, de Sombrio, e por Flaviana Rocho,
do Podemos de São João do Sul. Afora elas, também foram encaminhadas em convenção as candidaturas de José Milton Scheffer, do Progresssitas de Sombrio, à Câmara Federal, e de Tiago Zilli, do MDB de Turvo, de Evandro Scaini, do Progressistas de Balneário Arroio do Silva, de Alcir Marcos, do Solidariedade de Araranguá, de Jucimar Custódio, do PSDB de Sombrio, e de Roberto Pereira, do Novo de Passo de Torres, à Assembleia Legislativa.

A declaração de bens dos candidatos à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral revela uma grande disparidade econômica entre os pretendentes ao Palácio do Planalto. No topo da lista de patrimônios estão figuras como Augusto Cury (R$ 242,2 milhões), Romeu Zema (R$ 178,7 milhões), Ronaldo Caiado (R$ 52,5 milhões) e Wilson Grassi (R$ 50 milhões). Na faixa intermediária aparecem Flávio Bolsonaro (R$ 8,2 milhões), Lula (R$ 4,8 milhões) e Clariana Barão (R$ 1,8 milhão). Nas posições mais modestas estão Renan Santos (R$ 795 mil), Edmilson Costa (R$ 454,4 mil) e Samara Martins (R$ 33 mil), enquanto Hertz Dias e Rui Costa Pimenta não declararam bens.

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