PolíticaRolando Christian CoelhoRolando Christian Coelho | Esquerda se “endireitou” para disputar eleição em SC

Rolando Christian Coelho | Esquerda se “endireitou” para disputar eleição em SC

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De olho em percentuais mais altos, diante da disputa estadual em Santa Catarina, a esquerda apostou suas fichas em nomes que nem sempre mantiveram uma fina sintonia com este espectro ideológico. O candidato ao Governo do Estado pelo grupo, por exemplo, será o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio, um dos primeiros filiados do PFL catarinense, ainda na década de 1980. Com passagem pelo Democratas e pelos PSD, ele acabou passando os últimos quatro anos no Solidariedade, partido de centro, ligado a Força Sindical, arqui-inimiga da CUT, do presidente Lula da Silva (PT). Neste ano, Merisio se tornou esquerdista, ressaltando que estava errado ao passar os últimos quase 40 anos filiado a partidos conservadores.

A candidata a vice de Merisio será a ex-deputada estadual Ângela Albino (PDT), que até o início do ano vinha atuando como Secretária Municipal de Governo e Inovação do município de Lagarto, em Sergipe, que é administrado pelo prefeito Artur Reis, do PSD de Gilberto Kassab.

Já no que diz respeito às candidaturas ao Senado Federal da esquerda catarinense, a primeira suplente de Décio Lima (PT) será Eliane Huber Berger (PSB), esposa do ex-senador Dário Berger (PSB), que em 2016 votou a favor do impeachment da então presidente Dilma Roussef (PT). Por sua vez, sua segunda suplente será Fernanda Klitzke (PT), ex-Chefe de Gabinete do então prefeito de Jaraguá do Sul, Dieter Janssen, filiado ao Progressistas de Esperidião Amin.

Esta carta branca que o presidente Lula deu para que a esquerda catarinense se adaptasse a realidade local, no entanto, não deixa de ter rabiscos transversos. A candidatura de Merisio só foi digerida pela chamada esquerda do PT e pelo Psol de Afrânio Boppré, que também será candidato ao Senado, depois de muita conversa. Já a candidatura de Eliane Berger como suplente de Décio Lima até agora não foi digerida, e pode até mesmo ser engavetada.

Este puritanismo da esquerda catarinense, de certo modo, acaba seguindo a mesma lógica do puritanismo da direita estadual, e é reflexo direto de nossa rígida cultura familiar. Fomos criados e educados para termos objetivos, sermos objetivos e para não darmos muitas margens para o contraditório, independentemente dos nossos princípios ideológicos.

Observe que em nível nacional a esquerda não age assim. Maior prova disto é o fato do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), ser vice-presidente da República. O mesmo Alckmin que passou a vida sendo um dos principais críticos do PT e do presidente Lula.

Finais

O Progressistas do Norte catarinense fechou questão e declarou apoio à candidatura de João Rodrigues (PSD) ao Governo do Estado. No embalo, o partido também se comprometeu em trabalhar pela candidatura de Esperidião Amin (PP) e de Antidio Lunelli (MDB) ao Senado Federal. O fato é que a cada dia que passa se vê cada vez mais o Progressistas catarinense irmanado a grupo timonado por João Rodrigues. O Progressistas do Sul do Estado, no entanto, foge a está lógica. Capitaneado pelos deputados estaduais José Milton Scheffer e Pepê Colaço, as lideranças do partido têm sido estimuladas a trabalhar para a candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Para Esperidião Amin, quanto mais o PL de Jorginho crescer no Estado, mais o Progressistas irá diminuir. Zé Milton e Pepê Colaço não entendem desta forma.

Ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PP), fará o lançamento de sua pré-candidatura a deputado estadual na próxima quarta-feira, dia 22, no Eco Parque, em Araranguá. Por ora, ele tem garantido praticamente o apoio de todas as lideranças do Progressistas de nossa região, e de grande parte do líderes do partido da região de Criciúma. A expectativa da coordenação de sua pré-campanha é que Scaini conquiste pelo menos 15 mil votos na soma dos sufrágios de Araranguá e Arroio do Silva, alcançando 30 mil votos na Amesc e 40 mil votos no total de sua votação, o que lhe garantiria, em tese, uma das 40 cadeiras da Assembleia Legislativa. Em princípio, a federação União Progressistas deve eleger seis deputados estaduais, sendo três do Progressistas e três do União Brasil, mantendo a atual bancada no parlamento estadual.

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