A média das dez pesquisas mais recentes de segundo turno, com vistas à Presidência da República, coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos e o presidente Lula da Silva (PT) com 49,7%. A diferença numérica é de apenas 0,6 ponto percentual, segundo a consolidação do Placar das Pesquisas atualizada em 16 de setembro. O cálculo considera os votos válidos, retirando brancos, nulos e eleitores que não apresentam uma escolha válida.
O resultado agregado reforça uma das principais características da corrida presidencial nesta reta final: a proximidade entre os dois candidatos no confronto direto. É importante destacar, entretanto, que uma média de pesquisas não constitui uma nova pesquisa eleitoral e não possui margem de erro própria. Os levantamentos utilizados foram realizados por institutos diferentes, com metodologias, amostras, períodos de campo e margens de erro específicos.
Outra forma de calcular o conjunto dos levantamentos também demonstra a proximidade. O Politon Data considera a pesquisa mais recente de dez institutos, atribuindo peso igual a cada um e preservando a base original dos levantamentos. Nesse cálculo, Lula registra média de 46,2% e Flávio Bolsonaro 44,2%. A diferença numérica é de dois pontos. Brancos, nulos e indecisos permanecem na base, ao contrário da média em votos válidos.
As duas consolidações, portanto, utilizam critérios diferentes e não devem ter seus percentuais comparados diretamente. Ainda assim, ambas mostram diferenças numéricas relativamente pequenas entre Lula e Flávio no conjunto dos levantamentos considerados.
No primeiro turno, a média das dez pesquisas compiladas pelo Placar das Pesquisas apresenta Lula com 43,0% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 39,7%, diferença de 3,3 pontos percentuais. Augusto Cury (Avante) aparece na terceira posição, com 7,0%. Ronaldo Caiado (PSD) registra 3,8%, Renan Santos (Missão) 3,7%, Pablo Marçal (PRTB) 2,1% e Romeu Zema (Novo) 1,1%.
Lula e Flávio somam, portanto, 82,7% dos votos válidos na média de primeiro turno. O número mostra a concentração das intenções de voto nos dois candidatos dentro dos dez levantamentos considerados.
Individualmente, as pesquisas continuam apresentando variações. Isso ocorre porque cada instituto utiliza procedimentos próprios para selecionar e entrevistar os eleitores e ponderar os resultados. Dessa forma, a leitura da média é útil para observar o comportamento geral dos levantamentos, mas não elimina as diferenças existentes entre eles.
A pouco menos de duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, as novas rodadas de pesquisas permitirão acompanhar eventuais mudanças nas intenções de voto. Os números disponíveis até agora mostram uma diferença maior entre Lula e Flávio na média do primeiro turno do que na consolidação em votos válidos do confronto direto de segundo turno.
𝗙𝗜𝗡𝗔𝗜𝗦
A comparação entre primeiro e segundo turno mostra uma mudança na distância numérica entre Lula e Flávio Bolsonaro. Na média das dez pesquisas de primeiro turno do Placar das Pesquisas, Lula registra 43,0% dos votos válidos e Flávio 39,7%, diferença de 3,3 pontos.
Quando os levantamentos simulam apenas os dois candidatos no segundo turno, a consolidação em votos válidos apresenta Flávio com 50,3% e Lula com 49,7%, reduzindo a diferença para 0,6 ponto. Os percentuais são uma média dos levantamentos considerados e não constituem uma pesquisa independente. Cada sondagem possui sua própria metodologia, amostra e margem de erro. Por isso, a média deve ser interpretada como uma síntese do conjunto das pesquisas, e não como previsão do resultado eleitoral.
Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro concentram a maior parcela das intenções de voto, os demais candidatos aparecem em outro patamar na média das dez pesquisas de primeiro turno. Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 7% dos votos válidos. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 3,8%, e Renan Santos (Missão), com 3,7%. Romeu Zema (Novo) tem 1,1%, e outros candidatos somam 2.7%. Lula, com 43,0%, e Flávio, com 39,7%, somam 82,7% dos votos válidos na consolidação, mostrando que a eleição está totalmente consolidada. Os números retratam o conjunto dos levantamentos considerados e podem sofrer alterações com a divulgação de novas pesquisas até o primeiro turno.









