Com a chegada das festas juninas, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforçou o alerta sobre os perigos envolvendo fogueiras, tradição típica desta época do ano. Segundo dados da corporação, as ocorrências relacionadas a fogueiras aumentaram mais de 60% nos últimos dois anos no estado.
Em 2023, foram registrados 31 atendimentos envolvendo fogueiras em Santa Catarina. Em 2024, o número subiu para 33. Já em 2025, os casos saltaram para 50 ocorrências, representando um aumento de 61% no período. Embora os registros sejam contabilizados ao longo de todo o ano, junho e julho concentram a maior parte dos acidentes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, uma pessoa sofre queimaduras a cada 32 segundos no país. Cerca de 1 milhão de casos são registrados anualmente, sendo que milhares exigem internação hospitalar e aproximadamente três mil pessoas morrem todos os anos em decorrência das lesões.
O comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, destaca que, embora os fogos de artifício recebam mais atenção, as fogueiras acabam provocando acidentes frequentes e graves.
“As fogueiras produzem queimaduras de segundo grau em mãos, braços, rosto e olhos, muitas vezes causadas por estalos e pelo uso inadequado de materiais inflamáveis”, explicou.
Entre as principais orientações repassadas pelos Bombeiros está a distância segura entre a fogueira e construções, vegetação ou rede elétrica. Conforme a Instrução Normativa 24 do CBMSC, a fogueira deve estar afastada no mínimo uma vez e meia a sua altura de qualquer estrutura ou material combustível.
Outro alerta importante é sobre o modo correto de acender a fogueira. Segundo os Bombeiros, o ideal é iniciar o fogo pelo topo da pilha de madeira, evitando desabamentos rápidos e espalhamento de brasas. A corporação também reforça que é proibido jogar bombinhas ou rojões dentro da fogueira.
Outra recomendação pouco conhecida é colocar uma camada de areia entre o solo e a madeira antes de acender o fogo, reduzindo o risco de incêndios subterrâneos causados pelo calor nas raízes e vegetação.
O CBMSC ainda orienta que nunca sejam utilizados líquidos inflamáveis, como álcool, gasolina ou querosene, para iniciar o fogo, além da necessidade de manter baldes com água ou areia próximos ao local.
Crianças e animais devem permanecer afastados das chamas, sempre sob supervisão, e a recomendação é evitar acender fogueiras em dias de vento forte ou após o consumo de bebidas alcoólicas.
Os Bombeiros também alertam que brasa apagada não significa ausência de risco. Antes de encerrar a festa, é fundamental jogar bastante água sobre as cinzas, mexer o material queimado e garantir que não haja mais calor ou fumaça no local.










