Como vai seu 2026? 

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Participei de um evento com gestores de empresas de pequeno e médio porte na semana passada. Entre as atividades, houve um painel com líderes empresariais e, na interação com a plateia, dois empresários falaram sobre o ano de 2026 e o impacto dos feriados, das Eleições e da Copa do Mundo para os negócios. Entre risos e lamentações, ficou muito evidente que os empresários tinham visões diferentes sobre o ano. Esse ponto de discordância, obviamente, deixou-me ainda mais interessada por ouvi-los.   

Para o primeiro desses empresários, o ano entregou o que prometeu: zero expectativa de crescimento, custos mais elevados para menor resultado, baixo engajamento e dificuldade em contratar pessoas. Para o outro, apesar de reconhecer os desafios do ano, havia uma clareza sobre o quanto o ano foi recompensador. O segundo empresário sinalizou que o desempenho da empresa estava conforme planejado especialmente nas três áreas de atenção: vendas satisfatórias, performance digital compatível com investimentos e clima organizacional em fortalecimento. A clareza e objetividade deste empresário ficou tão evidente que o primeiro empresário perguntou: “ O que você fez para alcançar tais resultados?”

O segundo empresário demorou alguns segundos para responder. Depois disse algo que podemos levar para outros contextos desafiadores: “ Eu me organizei com antecedência para tirar o melhor de 2026.” E seguiu dizendo que fez aquilo que faz sempre em seus negócios: revisitou a visão da empresa e pensou: “Como 2026 poderia ajudar a chegar mais perto do que almejamos?” Então, considerou os feriados, as Eleições e a Copa do Mundo e percebeu que seria o ano para fortalecer o clima organizacional. Internamente, organizou rodízio de feriados entre os funcionários valorizando o tempo de lazer e o descanso dos colaboradores, estipulou prêmios em viagem para metas batidas. Externamente, posicionou a marca de acordo com o calendário de eventos e feriados. Um conjunto de ações focadas nas pessoas e no reconhecimento, que gerou caixa e lucratividade acima da expectativa.

Em última análise, a disparidade entre esses dois líderes revela que a diferença entre um ano de crise e um ano de oportunidade não reside apenas no calendário, mas na lente através da qual se observa o cenário. Enquanto o primeiro empresário permitiu que as variáveis externas de 2026 ditassem o ritmo do seu negócio, o segundo utilizou essas mesmas variáveis como alavancas estratégicas para o engajamento e a inovação. Essa experiência nos deixa uma lição valiosa: em contextos desafiadores, a preparação e a intencionalidade são as ferramentas mais poderosas para transformar obstáculos logísticos em vantagens competitivas, provando que o sucesso é, antes de tudo, uma questão de perspectiva e gestão ativa. 

Portanto, fica o convite para nossa reflexão: como estamos conduzindo nosso 2026? O ano ainda não acabou. Há tempo para fazer um balanço, reavaliar, planejar e liderar nossas vidas e empresas de um jeito mais assertivo. A diferença entre ser refém das circunstâncias ou protagonista da própria história reside na coragem de ajustar a rota enquanto o barco ainda navega. Que possamos aprender com o exemplo daquele empresário resiliente, transformando o tempo que resta não apenas em sobrevivência, mas em uma oportunidade estratégica de construir resultados extraordinários e um posicionamento de clareza e propósito. 

spot_img
spot_img
spot_img

Matérias Relacionadas

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui