Um ano marcado por pressão sobre custos e incertezas no mercado internacional tem exigido das indústrias de embalagens plásticas capacidade de adaptação ao longo de 2026. Nesse contexto, a Chromoplast Embalagens Plásticas (SC) decidiu atravessar o período ajustando o necessário na operação, sem abandonar a estratégia de expansão traçada para os próximos anos. Com isso, projeta registrar crescimento de aproximadamente 35% ao fim do exercício, chegando a um faturamento de R$ 270 milhões. Para 2027, a projeção é faturar acima de R$ 320 milhões.
O crescimento ocorre em um período de ampliação da estrutura industrial. Em 2026, ano em que completou 25 anos, a empresa destinou aproximadamente R$ 23 milhões às operações. Para 2027, estão previstos novos aportes próximos de R$ 20 milhões, dando sequência aos investimentos relacionados ao aumento da capacidade produtiva.
A expansão atual começou a ser construída nos últimos seis a sete anos, período em que a empresa reforçou a estrutura comercial, ampliou o trabalho de campo e avançou no desenvolvimento técnico e no posicionamento no mercado nacional. É esse processo que, segundo o CEO da Chromoplast Embalagens Plásticas, Cledson Francisconi, ajuda a explicar a manutenção do ritmo de crescimento, mesmo com as dificuldades enfrentadas em 2026.
“Esse crescimento de 35% precisa ser analisado dentro de uma trajetória que começou há vários anos. A Chromoplast vinha se preparando para crescer, com mudanças na área comercial, no desenvolvimento técnico e na própria estrutura da operação. Em 2026, surgiram desafios que não estavam previstos e que exigiram respostas muito rápidas, principalmente em relação à matéria-prima e aos fornecedores, mas nosso trabalho foi adaptar a operação a essas novas condições, sem perder de vista o planejamento que já estava sendo executado”, afirma Francisconi.
Pressão externa
Entre os fatores que interferiram no mercado em 2026 estão os desdobramentos da guerra envolvendo o Irã e as restrições no Estreito de Ormuz. O cenário teve reflexos sobre a cadeia petroquímica e atingiu os preços e as condições de fornecimento das resinas utilizadas pela indústria de embalagens plásticas. Segundo Francisconi, nos momentos de maior instabilidade, o preço da matéria-prima chegou a registrar variações superiores a 100% em intervalos curtos.
Os impactos foram sentidos principalmente entre março e maio, levando a empresa a rever estratégias, buscar alternativas de fornecimento e trabalhar de forma ainda mais integrada entre gestão, custos, comercial e produção. “Foi um período em que as condições mudavam muito rapidamente. Março, abril e maio foram meses especialmente difíceis, e a partir daí houve um trabalho de reorganização para adaptar a operação àquelas novas condições e seguir com o que estava previsto para o restante do ano”, explica o CEO.
Nova etapa
O processo de expansão passou a contar, desde o fim de 2025, com o apoio de outra operação. Instalada em Manaus, a Manaura Filmes nasceu da estratégia definida pela empresa e tem atuado com foco na produção de filme plástico. Em seu primeiro ano de atividade, deve acrescentar aproximadamente R$ 30 milhões ao faturamento do grupo.
Para 2027, a expectativa do CEO é que a operação de Manaus alcance cerca de R$ 60 milhões. Assim, considerando os pelo menos R$ 320 milhões projetados para a Chromoplast, as duas operações podem chegar a um faturamento conjunto de R$ 380 milhões no próximo exercício. “Essa nova estrutura também integra nossos planos de aumento da capacidade produtiva. Para 2028, queremos chegar a 1,4 mil toneladas mensais produzidas na Chromoplast e outras 800 toneladas por mês na operação de Manaus”, cita.
Novos aportes
Os investimentos somaram aproximadamente R$ 23 milhões em 2026. Foram cerca de R$ 18 milhões destinados à operação de Santa Catarina, incluindo a aquisição de uma nova impressora gearless e uma laminadora, e outros R$ 5 milhões aplicados na Manauara.
Para 2027, a previsão é de aproximadamente R$ 20 milhões em novos investimentos. Destes, R$ 15 milhões serão destinados à Chromoplast, com previsão de aquisição de novas impressoras e laminadoras, enquanto outros R$ 5 milhões estão previstos para reforçar a atuação da operação de Manaus.
“O crescimento dos últimos anos nos colocou diante de uma nova escala de operação. Agora, o desafio é preparar a empresa para aquilo que ela pretende ser nos próximos anos, e isso exige decisões antecipadas. É preciso olhar para a demanda que está sendo construída, preparar a estrutura e fazer com que a operação consiga acompanhar esse movimento de forma sustentável”, finaliza Francisconi.
Sobre a Chromoplast
Desde 2001, a Chromoplast tem se consolidado como a indústria de embalagens flexíveis que entrega cuidado e confiabilidade em todos os seus produtos, por meio de processos estruturados para marcas exigentes, que priorizam qualidade e segurança, em um mercado cada vez mais competitivo.
Presente em diversos estados do Brasil, bem como em outros países da América do Sul, a Chromoplast atua para os segmentos de higiene e limpeza, pet care, suplementos alimentares, café, pastifícios, cereais, entre outros, desenvolvendo estruturas laminadas e bilaminadas por meio dos mais modernos métodos e maquinários de flexografia.










