Conversei com o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSD, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, a respeito do pleito eleitoral deste ano, o que contemplou, por óbvio, questionamentos ligados as suas estratégias para tentar derrotar o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), como também a respeito de seu plano de gestão, caso seja eleito.
Em princípio, João Rodrigues disse ter bastante ciência das dificuldades que é enfrentar um projeto de reeleição governamental, já que todo governador tem a máquina administrativa nas mãos para usufruto pré-eleitoral, especialmente junto aos prefeitos. Todavia, ele enfatiza que a partir do dia 1º de julho cessam os convênios e repasses diretos para as prefeituras, o que fará com que o eleitor comece a distinguir melhor os candidatos, pois todos passarão a ter que mostrar meramente o que fizeram, e o que estão dispostos a fazer. Neste sentido, as críticas de João Rodrigues são bastante pontuais, na medida em que ele enfatiza que Jorginho Mello não tem praticamente nada a mostrar para a sociedade catarinense quando o assunto são realizações. Na visão do pré-candidato do PSD, o atual governador fez pouquíssimas entregas, preocupando-se mais em fazer um governo midiático do que um governo preocupado com a gestão pública.
Neste contexto, João Rodrigues faz duras críticas ao que ele considera ser o abandono do sistema viário estadual, a falta de sintonia com o Governo Federal, os entraves do sistema da saúde, e a falta de políticas públicas voltadas as classes mais desfavorecidas. Em contrapartida, ressalta realizações suas enquanto prefeito de Chapecó, enfatizando que sua gestão esteve constantemente sintonizada com os anseios da população.
No que diz respeito ao embate eleitoral, João Rodrigues diz que seu grande esforço será o de levar a eleição estadual para uma disputa no segundo turno. Em acontecendo isto, conforme ele, sua vitória se dará ao natural, pois a disputa seria zerada. “O segundo turno é uma outra eleição, e não há favoritos”, comenta.
𝗙𝗶𝗻𝗮𝗶𝘀
Em relação ao seu apoio à candidatura do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), João Rodrigues ressalta que trata-se de uma obrigação moral sua, por questões partidárias. Ele admite seu apreço pela figura do senador Flávio Bolsonaro (PL), que é o candidato a Presidência da República do governador Jorginho Mello, mas enfatiza que no primeiro turno votará no ex-governador goiano. Caso haja uma disputa de segundo turno entre o presidente Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, o pré-candidato do PSD ressaltando que trabalhará para o candidato do PL, mesmo que isto tenha que se dar ao lado do governador Jorginho Mello.
No que diz respeito a suas propostas de campanha, nitidamente se observa que João Rodrigues deverá convergir para questões sociais. Ele ressalta, por exemplo, a necessidade de se construir 60 mil casas populares em Santa Catarina, para atender a demanda reprimida de famílias carentes, enfatiza o que considera ser a morosidade de atendimento no sistema de saúde, ressalta o que nem todos os prefeitos são considerados amigos do governo estadual, e por aí afora. Fica bastante claro que o ex-prefeito de Chapecó pretende jogar para a torcida, sintonizando seu discurso com aquelas demandas que provavelmente lhes são apresentadas através de pesquisas qualitativas junto a sociedade catarinense.












