Além de uma crise de pressão alta, Luciano Martins Pacheco ainda teve que enfrentar uma longa espera para ser atendido no Hospital Regional de Araranguá na tarde da última segunda-feira, dia 8. Após se sentir mal, ele foi ao HRA em busca de ajuda e deu entrada na unidade às 17h30min. Ele só foi atendido por um médico às 18h40min, e precisou ainda aguardar mais uma hora e quarenta minutos pelo medicamento. Neste período, a pressão de Luciano regulava 170/90. “Fui perguntar para a enfermeira porque tanta demora, ela só pediu ‘pra mim’ falar com enfermeiro chefe. Fui falar com ele, aí falou pra aguardar, que tinha outros na minha frente. Falei que isso é descaso com as pessoas ali esperando e tinha outros que chegaram junto comigo e não tínhamos sido atendidos”, relata Luciano.
Ele só chegou em casa às 20h10min, depois de quase três horas dentro do hospital.
Luciano e a esposa postaram sobre o assunto nas redes sociais, onde os comentários revelaram que o caso dele não foi isolado. “Todos acharam um descaso, teve até comentário que a mãe da pessoa passou pela mesma situação que a minha. Um verdadeiro descaso com as pessoas”, reclama.
No dia seguinte ao caso, ele teve que ir à Unidade de Pronto Atendimento, à UPA 24 horas, onde foi atendido rapidamente e medicado, sem se sentir deixado à própria sorte na sala de espera. “É que pra eles, as pessoas esperando ali não tem importância nenhuma”, acrescenta.
Segundo a assessoria de imprensa do HRA, o paciente levou apenas uma hora para ser atendido. A assessoria ainda informou que até três horas, dependendo da classificação de risco, é um tempo normal de espera.










