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Rolando Christian Coelho | Amin está decepcionado com deputados que estão com Jorginho

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Os caciques da federação União Progressistas, ou pelo menos aqueles que estão aliados ao projeto governamental do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), vão tentar enquadrar deputados, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores do Progressistas, que estão aliados hoje ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). A intenção é fazer com que haja um alinhamento com João Rodrigues, que é com quem a federação está aliada oficialmente até o momento. A cúpula da federação estima que o grupo detenha cerca de 15% dos votos dos catarinenses, com dois terços deste percentual ligados diretamente ao Progressistas. O partido, por sua vez, está com um pé no barco de João Rodrigues e outro no de Jorginho Mello, muito por conta do interesse de prefeitos e deputados nos repasses que o governador vinha fazendo para as prefeituras.

O fato é que, por questões legais, tais repasses tiveram que ser concluídos até a última sexta-feira. A partir de agora, quem ficar com Jorginho é por amor a sua causa. O grupo que orbita especialmente o senador Esperidião Amin, que é o atual presidente do Progressistas, não acredita que este amor seja tão grande assim. A explicação é bastante simples: quanto mais o PL de Jorginho Mello cresce em Santa Catarina, mais o Progressista diminui. Por conta disto, a decepcão de Amin, especialmente em relação aos deputados que estão com Jorginho, é bastante grande.

Em 2022, o Progressistas reelegeu os deputados estaduais José Milton Scheffer e Altair Silva, e elegeu Pepê Colaço, cujos mandatos se juntaram ao do já senador Esperidião Amin, eleito para um período de oito anos em 2018. Com o advento da eleição deste ano, Amin e Altair Silva se aliaram a João Rodrigues e Zé Milton e Pepê Colaço se aliaram a Jorginho Mello, levando consigo dezenas de políticos com mandatos municipais para a base de apoio do governador.

De acordo com Esperidião Amin, ao fazer isto, Zé Milton e Pepê Colaço estão trabalhando contra seu próprio partido, já que o Progressistas, e o PL de Jorginho Mello, têm a simpatia de praticamente a mesma massa eleitoral, que é aquela mais alinhada ideologicamente ao conservadorismo político.

Passado o prazo para a liberação de recursos do Governo do Estado para as prefeituras, agora a cúpula da federação União Progressistas, e especialmente figuras como Esperidião Amin e o presidente estadual do União Brasil, Fábio Schiochet, devem começar a entrar em contato com os prefeitos do Progressistas que hipotecaram apoio a Jorginho Mello, para tentar trazê-los para a base aliada de João Rodrigues. Especialmente Amin numa tentativa desesperada de manter sua legenda viva no Estado. Já Zé Milton e Pepê Colaço trabalhando na via inversa, buscando manter o alinhamento dos prefeitos com Jorginho Mello, o que só irá acelerar o fim do Progressistas em Santa Catarina.

Finais

De acordo com o Instituto Datafolha, cresceu para 70% o percentual de brasileiros que defende que adolescentes que cometem atos infracionais devem ser punidos como adultos. Em 2022 este percentual era de 65%. Em contrapartida, a preferência pela reeducação dos menores caiu de 34% para 27%. Esse posicionamento varia de acordo com o perfil dos entrevistados: entre evangélicos, a defesa pela punição como adultos atinge 75%, enquanto entre católicos o índice é de 72%. No campo político, o apoio à medida também apresenta divisões, sendo de 81% entre eleitores de Flávio Bolsonaro e de 61% entre eleitores de Lula. Além disso, o levantamento indica que 85% dos brasileiros apoiam a proibição do uso de drogas, por considerar que o impacto do uso recai sobre toda a sociedade.

E o Datafolha também fez um levantamento a respeito o perfil ideológico dos brasileiros. A pesquisa indica uma inversão no cenário ideológico, com a direita e o centro-direita alcançando 44% de identificação, superando os 39% da esquerda e centro-esquerda, o que não acontecia há 12 anos. Com 17% dos eleitores se dizendo de centro, a vantagem da direita ultrapassa a margem de erro, marcando a primeira vez que o campo lidera a série histórica desde 2014. O resultado representa uma guinada significativa, principalmente se levarmos em consideração que a mudança da identificação dos eleitores, para com a direita, passou a aumentar depois da posse do presidente Lula da Silva (PT) em seu atual mandato. Grosso modo, Lula está fazendo a esquerda perder simpatizantes.

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