Ex-deputado federal Leodegar da Cunha Tiscoski irá assumir o comando da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo, pasta esta que vinha sendo ocupada pelo também ex-deputado Silvio Dreveck. Tanto Leodegar, quanto Dreveck, já foram presidentes do Progressistas.
A ida de Leodegar para o governo objetiva justamente aproximar as bases do Progressista do governo de Jorginho Mello (PL). O novo secretário mantém um excelente trânsito junto ao partido, que era presidido por ele até poucas semanas atrás, quando foi tomado, na base do canetaço, pelo senador Esperidião Amin.
A missão de Leodegar será tentar alinhar o Progressistas, e neste sentido, leia-se: prefeitos, vice-prefeitos e vereador do partido, com o projeto de reeleição de Jorginho. Atualmente, os três deputados estaduais da legenda e cerca de 70% filiados com mandatos municipais executivos e legislativos já estão com o governador. Do outro lado da moeda, cerca de 30% estão com João Rodrigues, que é pré-candidato ao governo pelo PSD, estes, timonados pelo senador Amin.
Leodegar Tiscoski é conhecido por sua habilidade como articulador político. Trata-se de uma figura muito respeitada dentro do partido, o que deve ajudar bastante no projeto de Jorginho Mello. Sua principal função, obviamente, será a de estreitar os laços entre os prefeitos e o Governo do Estado. Neste sentido, o objetivo primordial é o de promover a liberação de recursos do governo, ainda contingenciados, para as prefeituras, o que faria a alegria dos prefeitos, como também dos vereadores, e os colocariam na rua trabalhando a favor de Jorginho Mello.
Em relação a Silvio Dreveck, seu projeto é o de disputar novamente a Assembleia Legislativa. Ele, no entanto, aguarda os desdobramentos oficiais quanto ao posicionamento do Progressistas em relação a 2026. Se o partido de fato se aliar a João Rodrigues, é provável que Dreveck não seja candidato, em respeito ao governador Jorginho Mello, já que foi seu cargo comissionado por três anos. Caso o Progressistas permaneça neutro, ou se alie ao governador, então Silvio Dreveck disputaria o parlamento estadual.
Finais
- Por falar em Carlos Bolsonaro (PL), ele cumpre agenda hoje na região carbonífera. Seus compromissos são em Criciúma e Içara, onde se reúne com empresários e correligionários. O roteiro será feito com o advogado Guilherme Colombo, que é pré-candidato a deputado estadual pelo PL. Guilherme é marido da deputada federal Júlia Zanatta (PL). Em um evento do PL realizado em Sombrio, na quinta-feira passada, vários discursos apoiaram a candidata de Carlos Bolsonaro, que tem sido contestada por seus opositores, por ele não ser catarinense. O PL, no entanto, está indo para a ofensiva, ressaltando que com Flávio Bolsonaro na Presidência da República, Santa Catarina seria tratada de forma diferenciada caso Carlos tivesse uma cadeira assegurada no Senado.
- Eterno candidato à Presidência da República, ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, recém filiado ao PSDB, disse que comunicou ao seu partido que não postulará o comando do Palácio do Planalto neste ano. O ex-governador mineiro Aécio Neves, que é presidente nacional do PSDB, vinha esperando por uma posição de Ciro a este respeito há quase um mês. O cearense reafirmou sua disposição de disputar o Governo do Estado, através de uma aliança de direita, que terá como carro-chefe do PSDB e o PL. No embalo, ele irá declarar apoio ao projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro. Na prática, Ciro Gomes está voltando as suas origens. Ele começou como candidato a deputado estadual pelo PDS, em 1982. Depois migrou para o centro, para a esquerda, com passagem por partidos como o PPS e PSB, e agora volta aos braços do coronelismo cearense.











