O vereador Welliton Júnior de Farias (União Brasil) defendeu, durante a sessão da Câmara de Vereadores de Maracajá realizada nesta semana, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar um suposto esquema de favorecimento de servidores em concursos públicos realizados no município.
O pedido ocorre após a deflagração da Operação Gabarito em Branco, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A investigação apura possíveis fraudes na organização, elaboração e resultados de concursos públicos realizados em 2023 e de um processo seletivo promovido em 2024 pela Prefeitura de Maracajá.
Em seu pronunciamento, Welliton afirmou que a Câmara tem o dever de fiscalizar e dar respostas à população sobre o caso.
“Essa Casa deveria, e ela tem o poder de abrir uma CPI. A população está carente de informação. Quero dizer que estou disposto a abrir uma CPI. Peço aos vereadores que avaliem isso para identificarmos o que está acontecendo, o que houve e o que vai acontecer.”
O parlamentar destacou que, para a abertura da comissão, é necessário o apoio de outros vereadores ou a apresentação do requerimento à Mesa Diretora para posterior deliberação em plenário.
Segundo ele, moradores têm cobrado explicações sobre a investigação.
“As pessoas me param na cidade e perguntam: ‘O que houve? Tu é vereador e não sabe? Não pode abrir uma CPI?’. Acredito que isso é importante para o município. Fiscalização, busca por informação e transparência fazem parte do nosso trabalho.”
Operação Gabarito em Branco
A Operação Gabarito em Branco foi deflagrada pelo GAECO em 2 de junho deste ano. Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná para investigar supostas irregularidades em concursos públicos e em um processo seletivo realizados pelo Município de Maracajá.
De acordo com o Ministério Público, a investigação busca apurar possíveis fraudes relacionadas aos certames promovidos pelo município e executados por uma empresa contratada para a realização das provas. O procedimento segue em sigilo.
Na época da operação, a Prefeitura de Maracajá informou, por meio de nota oficial, que a sede administrativa do município não foi alvo das diligências. A administração também declarou respeito ao trabalho dos órgãos de investigação, afirmou estar à disposição para colaborar com o esclarecimento dos fatos e ressaltou que os serviços públicos continuavam sendo prestados normalmente.
Até o momento, não há confirmação de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito, e a proposta depende da tramitação prevista no Regimento Interno da Câmara de Vereadores.









