Qualidade do maracujá e da pitaya melhora na safra deste ano na região

Agricultor de Sanga da Toca, em Araranguá, comemora a qualidade do maracujá, que está superior a última safra
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Região

É de Santa Catarina o melhor maracujá para consumo in natura do Brasil. E o estado já é o segundo maior produtor de pitaya do país. Muitas propriedades encontraram no cultivo dessas frutas a oportunidade de diversificação e renda. De maneira geral as frutas demandam um trabalho diferenciado dos produtores com o manejo da cultura, sobretudo na colheita, onde os cuidados são redobrados, para garantir a padronização e qualidade das frutas.

Na safra passada, estima-se que foram colhidas mais de 2 milhões de caixas de 11kg de maracujá e mais de 700 mil caixas de pitaya, sendo 4kg cada embalagem. Da mesma forma calcula-se um movimento econômico dessas duas frutas em torno de R$ 53 milhões.

Ambas as safras acontecem simultaneamente de janeiro a junho. A Cooperja já iniciou o recebimento, parando em julho por conta do vazio sanitário para cultura do maracujá.

O associado Paulo Vuolo, de Santa Rosa do Sul, planta 1.500 pés de pitaya e está feliz com a colheita. “Estou colhendo mais que a última safra, acredito que até o final vai dar o dobro de fruta com a qualidade igual ou até melhor”, destaca.

Segundo o gerente da unidade de fruticultura da Cooperja, Delcio Vieira Macarini os produtores iniciam a colheita da fruta com boas perspectivas. “A colheita e a qualidade estão muito boas, porém o preço vem sofrendo com pressões de baixa, devido as dificuldades econômicas que o país enfrenta”, explica. A Cooperja conta hoje com mais de 200 cooperados envolvidos nas atividades das frutas que são comercializadas nos mercados do Sudeste e do Sul do país. Segundo Macarini, a principal dificuldade é a grande exigência de mão de obra, e também a alta dos custos de produção, puxado pelos altos preços das commodities (grãos).

Já o associado Aroldo Lucietti, da comunidade de Sanga da Toca, em Araranguá, planta maracujá, e já colheu mais da metade. “Cultivo 1.600 pés. É uma cultura que dá rendimento em pequenas áreas, mas o que estamos tendo dificuldade é de falta de mão de obra. Acredito que poderia ter um rendimento melhor se tivesse mais ajuda”, fala.

Segundo ele o rendimento de sua colheita será igual da última safra, mas a qualidade está superior.

Fruticultor de Santa Rosa do Sul afirma que está colhendo mais do que na última safra e que acredita que a produção possa dobrar

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