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Rolando Christian Coelho | Elas são 35% das candidatas, mas só 10% dos eleitos

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As eleições nacionais de 2026 mostram que a participação das mulheres na política brasileira continua praticamente estagnada. Do total de aproximadamente 20,5 mil candidaturas registradas, 7.156 são de mulheres, o equivalente a 34,9%. O percentual representa um pequeno aumento em relação a 2022, quando as mulheres correspondiam a 33,8% dos candidatos. Apesar do avanço, a proporção permanece próxima de uma mulher para cada três candidaturas, cenário que tem se repetido nas últimas eleições nacionais.
A presença feminina ainda está distante da composição da população brasileira. Segundo o IBGE, as mulheres representam 51,5% da população, mas essa maioria não se reflete na representação eleitoral. Desde 2009, a legislação estabelece uma reserva mínima de 30% das candidaturas para as mulheres, além de regras relacionadas ao financiamento e à propaganda. Na prática, porém, a participação feminina tem se mantido próxima a um percentual de um terço das candidaturas, indicando que a regra de reserva não tem sido suficiente para promover maior equilíbrio na disputa política.
A desigualdade também aparece na distribuição das mulheres entre os cargos. Elas representam 42,6% das candidaturas a vice-governador, mas apenas 16,8% das candidaturas a governador. Na disputa presidencial, entre 13 candidaturas registradas, somente duas são de mulheres. Esses números evidenciam que a presença feminina é ainda mais limitada quando se trata dos principais cargos de liderança política.
Esta situação é atribuida a diferentes obstáculos, como a falta de incentivo efetivo dos partidos, a violência política de gênero e dificuldades na fiscalização da distribuição de recursos destinados às campanhas e do tempo de propaganda. Outro ponto destacado é que o percentual mínimo de 30% pode acabar sendo tratado pelos partidos como um limite, em vez de representar uma base para ampliar a participação feminina.
Vale lembrar que os 30% de candidaturas femininas não significam necessariamente a eleição deste mesmo percentual de mulheres. Pela média, no Brasil, de cada dez cargos eletivos, apenas um é preenchido por mulheres. Ou seja, os homens compõem 65% das candidaturas, mas 90% dos eleitos são deste gênero, o que é uma prova inequívoca que a grande maioria das mulheres não votam em mulheres.
Assim, os dados de 2026 apontam que, embora as mulheres tenham ampliado discretamente sua presença entre as candidaturas, o avanço ainda é insuficiente para aproximar sua representação política da proporção que ocupam na sociedade. O principal desafio não está apenas em aumentar o número de mulheres que concorrem às eleições, mas também em garantir condições mais equilibradas para que elas disputem cargos de maior destaque e tenham participação efetiva nas estruturas de poder.
𝗙𝗜𝗡𝗔𝗜𝗦
Por enquanto, governador Jorginho Mello (PL) tem jogado na retranca. Não participou de nenhum debate, nenhuma sabatina, nenhuma entrevista vocacionada às eleições deste ano. Notadamente, está tentando atrasar ao máximo o início da campanha eleitoral, o que só lhe trará benefícios. Depois de três anos e meio como governador, Jorginho não tem mais o que subir. Chegou ao seu teto. Daqui para frente só cai, e quanto mais se expuser, mais cairá. Já disse que só participará de cinco debates e entrevistas, o que equivalerá a um terço de todos que serão feitos pelas rádios, televisões e portais de notícia. No lugar dele, qualquer outro candidato ao governo faria a mesma coisa.
Pesquisa Real Time Big Data mostra Michelle Bolsonaro (PL) na primeira posição na disputa por uma das vagas ao Senado pelo Distrito Federal. A ex-primeira-dama foi citada por 25% dos entrevistados. Na sequência aparece a senadora Leila do Vôlei (PDT), com 17% das intenções. Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) somam 15% cada. Estas três estão dentro da margem de erro do levantamento. A pesquisa levou em consideração tanto a primeira quanto a segunda opção de voto dos participantes. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 14 e 18 de agosto. A pesquisa apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-07849/2026
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