PolíticaRolando Christian CoelhoRolando Christian Coelho | Ex-prefeito Jusa ainda paga por um erro alheio

Rolando Christian Coelho | Ex-prefeito Jusa ainda paga por um erro alheio

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O ex-prefeito de Sombrio, Professor Jusa Tiscoski, mesmo passados quase dois anos, ainda paga por uma conta da qual não tem nenhuma responsabilidade. Durante a campanha eleitoral de 2024 ele teve seu nome arrolado na falsificação de um certificado de conclusão de ensino médio, do então candidato do Progressistas à Prefeitura Municipal, José Eraldo Soares, o Peri, à época vereador do município. Peri admitiu a Polícia Civil ter comprado o certificado, tendo sido, ato seguinte, denunciado pelo Ministério Público por falsificação de documento público, já que o certificado se referia a uma escola estadual, o então Colégio Catulo da Paixão Cearense. Como sua assinatura constava no certificado, como diretor do Catulo, e ele não o havia assinado, Professor Jusa veio a público, então, endossar a informação de que o documento era uma falsificação. O problema, se é que isto é um problema, é que Jusa é filiado ao Progressistas, mesmo partido de Peri Soares. Como Peri perdeu a eleição para a prefeita reeleita Gislaine Cunha (MDB), muito por conta da história do certificado falsificado, Jusa acabou sendo rotulado como traidor por boa parte dos simpatizantes da base progressista.
A história não deixa de ser interessante, pois vemos neste quesito uma total inversão de valores, sejam eles políticos, morais, sociais e até humanitários, afinal de contas, a vítima passou a ser o algoz.

O caso do Professor Jusa nos convida a uma reflexão profunda e necessária sobre a cultura política em que estamos inseridos. Quando um educador que zela pela veracidade de sua assinatura é hostilizado, percebemos o quanto as nossas prioridades sociais foram distorcidas. O julgamento que recai sobre o Professor Jusa não é apenas um incidente isolado; é o reflexo de uma inversão de valores que, lamentavelmente, ainda pauta a vida pública.

É imperativo que paremos de avaliar nossos representantes e semelhantes apenas pela régua da conveniência partidária ou do fanatismo. A política deve ser um espaço de construção coletiva, e não um palco onde a “lealdade” ao grupo justifica a omissão diante de erros ou o ataque à integridade de quem preza pela verdade. Precisamos rever, com urgência, nossa bússola moral: o que é o “certo” se não a defesa da honestidade em qualquer circunstância?

Valorizar a ética não significa eliminar o debate ou a divergência, mas sim entender que a conduta íntegra deve ser o valor inegociável, independentemente de quem esteja envolvido. Quando a sociedade aplaude o “jeitinho” ou condena o honesto para proteger o erro, quem perde somos todos nós, pois enfraquecemos o tecido ético que sustenta a convivência.

Finais

Partido Novo oficializou a nominata de seus candidatos a deputado estadual e federal por Santa Catarina. No Sul do Estado a legenda contará com seis candidatos a estadual e três a federal, distribuidos proporcionalmente nas regiões da Amesc, Amrec e Amurel. Neste contexto, em nossa região, concorrerão à Assembleia Legislativa, Tatiane Santana, de Sombrio, e Roberto Pereira, de Passo de Torres. Já à Câmara dos Deputados a representante do Novo aqui no Extremo Sul Catarinense será a araranguaense Morgana Daniel. O Novo também endossou o nome do ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, como candidato a vice-governador, na chapa a ser encabeçada pelo governador Jorginho Mello (PL), e mantém a esperança de que Romeu Zema não venha melar o que já está construído no Estado com sua verborreia.

Virou clichê dizer que Santa Catarina é um Estado cujo eleitorado é majoritariamente de direita. Mas será que isto é verdade? Bom, os números provam que sim. No atual mandato, 72% dos prefeitos são filiados a partidos de direita ou de centro-direita, enquanto 25% são filiados a partidos de centro e apenas 3% filiados a partidos de esquerda. No que diz respeito aos vereadores, 66% são filiados a partidos de direita ou centro-direita, 30% são filiados a partidos de centro e 4% são filiados a partidos de esquerda. No que diz respeito aos deputados estaduais e federais, 66% são de direita ou centro-direita, 29% são de centro, 13% são de esquerda e 2% de centro-esquerda. Pela média, 65% de nossos políticos, no exercício de mandatos, são de direita ou cetro-direita, 28% são de centro e 7% são de esquerda ou centro-esquerda.

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