Comunicação, Carreira e NegóciosO quanto você investe na sua saúde mental?  

O quanto você investe na sua saúde mental?  

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Estamos no Setembro Amarelo, mês no qual somos convidados a olhar com mais atenção para a saúde mental. E, quando se diz “somos convidados”, quem está incluído nesse “somos”? Acredito que eu, você, as empresas nas quais trabalhamos, as pessoas que fazem e destinam recursos nas políticas públicas, as organizações de uma forma geral, a sociedade. 

Eu encaro a saúde mental como um estado de bem-estar do indivíduo, conquistado entre escolhas e condições do dia-a-dia. Escolhas e condições que dependem do próprio indivíduo, das pessoas do seu entorno e dos ambientes onde vive, se relaciona, aprende, sofre pressão, cria resiliência, recebe afeto, acessa a direitos, etc. Por tudo isso, saúde mental depende de fatores naturais e culturais. 

Dito isso, você já se questionou sobre como manter a própria saúde mental? O que o mantém saudável ou o que traz adoecimento? Como você pode ser um profissional atento à saúde dos colegas e tornar o ambiente mais saudável para você e os demais? Essas são perguntas que eu me ofereço constantemente para direcionar minhas escolhas. Afinal, saúde mental é aquele ativo oculto do currículo da vida, essencial para qualquer atividade humana. Uma pessoa doente, sem tratamento e acompanhamento adequado, em uma cultura organizacional descuidada e desatenta, tende a adoecer seu entorno. Uma pessoa saudável, distraída daquilo que a afeta, pode adoecer por causa das pessoas, do ambiente, das rotinas (de dentro e de fora da empresa). Somos seres relacionais e nossas relações impactam diretamente no modo como nos mantemos saudáveis ou adoecemos.  

Ah! Preciso reconhecer uma coisa. Quando o assunto é saúde mental, não sou especialista, sou equilibrista. Não me basto sozinha para manter-me saudável, preciso da técnica, da corda, da vareta, do espaço, do preparo mental e físico, da relação com o público e com o colega (também equilibrista) para fazer o espetáculo acontecer. Há uma coreografia a ser cumprida na dinâmica das relações interpessoais. E apenas um equilibrista saudável dá conta de apresentar-se por inteiro, satisfazendo-se e sendo realizado com o seu fazer. Por outro lado, o que garante o desempenho do equilibrista são seus bastidores: treinos, observação, descanso, água, sono, lazer, risadas, etc. E, nessa analogia do equilibrista, encontro uma fórmula para investir na minha própria saúde mental. Acredito que cada pessoa deva e precise buscar a sua fórmula. 

E, caso você sinta que está muito difícil alcançar esse equilíbrio sozinho, peça ajuda. A cor amarela nos lembra a ter mais atenção. É Setembro Amarelo, mês de reforçar que a saúde mental é um bem do qual ninguém pode abrir mão. Se necessário, podemos pedir ajuda. Fiquemos em Paz e saibamos acolher melhor quem somos, nossas potencialidades e também nossas limitações.  

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